Tatuagem de henna: tradição marroquina

Desvendar os mistérios do Marrocos significa se deparar com contrastes naturais, desde o deserto até os mares, e rica cultura árabe. Para o turista, é praticamente inevitável ser abordado por uma mulher oferecendo uma tradicional tatuagem de henna.

Por mais que ouça um “Shukran ma berriteshi” (Obrigado, mas não quero), a negociadora marroquina costuma ser insistente até receber um “Dir letaman meziane” (Faz um preço bom). Por lá, parte da população acredita que o desenho feito no corpo com a henna tem o poder de deter maus espíritos e o mau-olhado, além de oferecer proteção contra doença e trazer alegria, principalmente para as noivas. A arte é preparada sem a utilização de agulhas e, algumas vezes, finalizada em menos de um minuto. A tatuadora, é claro, cobra alguns Dihams pelo desenho, que permanece na pele por 10 dias, aproximadamente.

Véu de Noiva, com 40 metros de queda d’água, é menina dos olhos em Itatiaia

Quedas de água, cachoeiras, cascatas ou cataratas são cursos de água que deslizam sobre as formações rochosas numa súbita quebra na vertical. No Brasil e em Portugal, várias delas são batizadas como Véu de Noiva, contornando obstáculos e pedras no caminho com a força da suavidade.

Famosos fenômenos da natureza com este nome estão na Chapada dos Guimarães-MT (cachoeira de 86 metros de altura), em Urubici-SC (25m), na Serra do Cipó-MG (55m) e em Itatiaia-RJ (40m). Esta última fica no Parque Nacional do Itatiaia, o mais antigo do país (1937), e suas águas são do Rio Maromba, que mais adiante ainda forma a Piscina Natural do Maromba.

Depois de entrar pela portaria do Parque no km 5 da estrada, o visitante passa pelo Mirante do Último Adeus (km 7 – 750m), pela Pedra da Fundação (km 8,5 – 810m) e pelo Centro de Visitantes (km 9,2 – 830m).

Ao alcançar o km 12 (1.100m), basta observar os degraus no início da trilha para a cachoeira. A partir daí, começa uma curta e sinalizada caminhada, de apenas 400 metros.

É preciso ter atenção pelo fato de ela ser escorregadia. Em pontes e escadas, inclusive, todo o cuidado é pouco. A 260 metros do fim da trilha, há uma bifurcação para a Cachoeira do Itaporani, que está a 520 metros daquele trecho.

Uma das atrações é a inusitada passagem entre duas grandes rochas, lembrando uma pequena caverna.


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Pedra do Telégrafo: ponto de observação de soldados para Marambaia na II Guerra

Com 42 km de praias, a Restinga da Marambaia faz parte de Itaguaí, Rio de Janeiro e Mangaratiba. Administrada pelo Exército, foi palco de cidades cenográficas em Da Cor do Pecado, a novela brasileira mais vendida para o exterior, e Kubanacan, representando o Caribe.

Outra curiosidade é o fato de ter sido ponto de desembarque de escravos traficados durante o Século XIX.

De acesso restrito, a Restinga da Marambaia também é utilizada atualmente para exercícios militares e experimentos de armamentos.

O melhor visual para o local fica a 354 metros de altitude, no topo do Morro de Barra de Guaratiba, cujo pico teria sido ponto de observação de submarinos em meio à Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

O objetivo seria a prevenção de possíveis ataques dos U-boats alemães às embarcações brasileiras. Como as informações eram transmitidas via rádio por meio de um gerador, o mirante ficou conhecido como Pedra do Telégrafo.

Em tupi-guarani, Marambaia e Guaratiba significam, respectivamente, “paliçada de guerra” e “muitos guarás”.

Este marco natural do Parque Estadual da Pedra Branca (PEPB) é alcançado em cerca de 1h30 de caminhada.

Um dos acessos tem início no Caminho dos Pescadores, na Barra de Guaratiba, onde uma breve escadaria termina na Igreja de Nossa Senhora das Dores. Em seguida, a subida não é sinalizada e possui várias bifurcações.

Além da língua de areia da restinga, o panorama de 360 graus da Pedra do Telégrafo contempla a Ilha Grande, a Pedra da Tartaruga e a Pedra da Gávea.

Outro atrativo é conferir as cinco praias cariocas praticamente desertas, entre Grumari e Barra de Guaratiba, acessíveis apenas por trilha ou pelo mar: Búzios, Perigoso, Meio, Funda e Inferno.

Na volta do passeio, a pedida é ir a um dos diversos restaurantes de frutos do mar da região.


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Pico mais alto de Niterói: Alto Mourão, Pedra do Elefante ou Falso Pão de Açúcar

Navegantes do Século XVI confundiam o pico culminante de Niterói-RJ (412m) com o Pão de Açúcar. O Alto Mourão (Pão de Martim Mourão em carta náutica de 1586) aparece em mapas como Falso Pão de Açúcar. O formato lembra o das caixas que levavam o açúcar para Portugal, os pães de açúcar.

Por volta de 1800, a “Carta Topográfica da Capitania do Rio de Janeiro”, de Manuel Vieira Leão, apresentou o morro como Alto Mourão.

Popularmente, a mesma elevação de mais de 600 milhões de anos é chamada de Pedra do Elefante, já que, a partir da observação da Praia de Itaipuaçu, os contornos da rocha lembram os do animal.

Entre as praias de Itaipuaçu e Itacoatiara, o local faz parte do Parque Estadual da Serra da Tiririca (PESET), que foi criado em 1991 e tem área potencial de aproximadamente 2.400 hectares (24 km²).

O nome deve-se aos burros que antigamente atravessavam a Serra de Inoã ou Maricá, em meio às plantas da família das Cyperaceaes, chamadas de Tiriricas.

Atualmente, o PESET protege essa região de Mata Atlântica, costões rochosos, restinga, mangue e banhados, o que a torna um refúgio para a fauna e uma área de interesses científico e de educação ambiental.

Do cume da Pedra do Elefante, a visão é de 360º e abrange a Baía de Guanabara, o Pão de Açúcar, o Corcovado, a Pedra da Gávea e a Região Oceânica de Niterói (Oeste); as serras da Tiririca e dos Órgãos (Norte); e a enorme faixa litorânea (Leste) de Itaipuaçu, cujo termo tupi significa “grande barulho da água da pedra”: este distrito do município de Maricá possui uma praia de águas agitadas.

Além da Praia de Itaipuaçu, com quase 40 km de extensão, a vista Leste compreende as lagoas de Maricá, da Barra e de Guarapina; o arquipélago das Ilhas Maricás, que são as únicas até Cabo Frio; e elevações como as pedras de Itaiocaia e de Inoã. A entrada para a trilha, de cerca 2 km de extensão, até o topo do Alto Mourão começa ao lado do Mirante da Serrinha de Itaipuaçu.

Após percorrer cerca de 1h30m, a trilha leve superior transforma-se em difícil devido à escalaminhada pelo “Colo do Alto Mourão” no trecho final. Pouco antes, um mirante natural proporciona uma vista para o Costão de Itacoatiara.

Atenção: é preciso obedecer a interdição do caminho para o Alto Mourão via Itacoatiara, pois a degradação e o risco de acidentes são muito altos.

Essa trilha foi feita ignorando as características originais da região, em uma área de calha de drenagem natural das montanhas.

A passagem de pessoas danifica sua frágil vegetação, pois muitos seguram nas plantas, derrubando-as e/ou matando-as. Assim, impede a fixação do solo, que fica livre para ser levado pelas chuvas e vento, expondo trechos de rocha.

O resultado final deste processo seria a completa destruição da vegetação existente, causando um grave processo erosivo, que é irreversível naturalmente.

Com o fechamento da trilha, a realização do manejo adequado para a recuperação da área é a única forma de garantir às gerações futuras o direito de admirar estas montanhas.

O desrespeito às normas do Parque Estadual da Serra da Tiririca implica em sanções penais: visite apenas os atrativos indicados.

Nesta área protegida por Lei, é proibido caçar, desmatar, acender fogo, jogar lixo, construir, cercar, aterrar, prática religiosa, extrair ou introduzir animais, vegetais e minerais. Outras dicas para uma caminhada consciente:

► Caminhar somente nas trilhas
► Respeitar todas as formas de vida
► Ouvir os sons da natureza
► Colaborar com a limpeza do parque
► Não entrar com animais domésticos, pois eles trazem vetores aos animais nativos
► Cadastrar-se ao entrar no parque
► Obedecer o horário de funcionamento
► Usar roupa adequada
► Escalar com responsabilidade
► Deixar apenas pegadas
► Levar apenas recordações
► Proteger esse patrimônio natural, que é de todos


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Curiosidades sobre as Nove Ilhas e o encontro da Lagoa Mundaú com o mar

A dez minutos do centro de Maceió, o roteiro turístico das Nove Ilhas tem como atração o encontro da Lagoa Mundaú com o mar. O passeio por esta natureza selvagem pode ser feito de saveiro – a área preservada não atraca embarcações maiores. É um paraíso protegido pela vegetação nativa.


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Um dos pontos de embarque fica no píer da Ilha da Fantasia, em frente a um restaurante com pratos típicos, perto da Ponte Governador Divaldo Suruagy (liga os municípios de Maceió e Marechal Deodoro).

A culinária se dá graças aos pescadores que buscam caranguejo, sururu, massunim e taioba que vivem na lama do fundo da lagoa.

O próprio roteiro turístico pelos canais é feito em meio a uma grande variedade de peixes, crustáceos e moluscos, além do vasto manguezal.

Este arquipélago fluviomarinho (relativo a rio e a mar, simultaneamente) foi formado por sedimentos deixados ao longo do tempo pelos rios Mundaú e Paraíba do Meio. Em tupi-guarani, Maceió significa “o que tapa o alagadiço“.

Em outras palavras, a partir da ação da natureza, as ilhas acabaram fechando a foz do Rio Mundaú, fazendo com que as águas se acumulassem formando todo o complexo estuarino (ambiente aquático transicional) Mundaú-Manguaba.

Na maior parte das nove ilhas não vive ninguém, mas o nome de cada uma delas desvenda um pouco das suas histórias peculiares.

Oito ficam em Maceió, enquanto a de Santa Rita pertence ao município de Marechal Deodoro. Maior ilha lacustre do Brasil, com 12 km², é uma área de preservação ambiental, com ricas fauna e flora, e formada pelos povoados de Santa Rita, Siriba, Jacaré e Barra Nova. Já a Ilha do Irineu, hoje chamada de Ilha do Carlito, possui banheiros, bares, restaurante e piscina para receber visitantes.

O seu nome é em homenagem ao pescador trígamo Irineu.

Outra curiosidade é sobre a Ilha de um Coqueiro Só, que foi praticamente toda devastada durante uma enchente em 1989, quando apenas um coqueiro sobreviveu na região. A Ilha das Andorinhas, devido ao fluxo migratório na região dessas aves anualmente, conta com vários ninhos, especialmente, no verão.

A Ilha do Fogo recebeu esse nome porque no local havia um alambique de pinga, que foi à falência motivado pelo grande consumo do produto pelos próprios funcionários.

Ilha de Bora Bora ganhou esse nome pela pronúncia do povo da região que encurtava a palavra “embora” para “bora”, em resposta ao convite para visitar a ilha.

Enquanto a Ilha de Santa Marta homenageia a personagem bíblica Marta (irmã de Maria e Lázaro), a Ilha do Almirante lembra um Almirante da Marinha que ali viveu até falecer.

Outra ilha, na qual um fazendeiro interrompeu a criação de cabras por causa do impacto prejudicial do rebanho ao meio ambiente, foi batizada de Ilha das Cabras.

Programa Replantando Vida na ETE Alegria

O provérbio “matar dois coelhos com uma cajadada só” soa mal entre defensores dos animais. Mas ressocializar detentos e especializá-los em reflorestamento é positivo, e acaba com dois problemas de uma vez. O programa ocorre na Estação de Tratamento de Esgotos Alegria, no Caju.

Como parte do seu programa de Responsabilidade Social, a Cedae mantém em funcionamento na ETE a “Incubadora de Mudas da Mata Atlântica Arthur Sendas”, com capacidade para produzir 35 mil mudas por ano.

Durante uma visita técnica guiada na estação, alunos da Pós-Graduação Executiva em Meio Ambiente, da COPPE-UFRJ, aprenderam que a mão de obra neste plantio é de detentos dos regimes aberto e semiaberto do sistema prisional do estado do Rio de Janeiro.

A iniciativa visa à ressocialização através da qualificação profissional.

Para se capacitar, cada preso precisa concluir o Curso de Formação de Agentes de Reflorestamento Ambiental, após aproximadamente 200 horas de aulas teóricas e outras 800 horas de práticas. Trata-se do Programa Replantando Vida, que tem como parceiros a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e a Fundação Santa Cabrini.

Desta forma, os internos exercem uma profissão, obedecendo a uma carga horária.

A ação combina com uma célebre frase de Albert Schweitzer (1875–1965), Nobel da Paz em 1952:

“Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante“.

Depois do reaproveitamento do lodo como adubo, as mudas são utilizadas pela Cedae. Os objetivos são reflorestar a mata ciliar dos rios Guandu e Macacu, evitando poluição e assoreamento desses rios, e arborizar unidades próprias da Cedae e de outras áreas públicas.

A produção na ETE Alegria foi de 14.777 mudas no ano de 2009 e 7.266 em 2010 (até maio).

Entre os tipos de mudas enviadas para reflorestamento no local estão tarumã, guapuruvu, angico vermelho, aroeira-pimenteira, babosa branca, ingás, pata-de-vaca, ipês, farinha-seca, carrapeta-verdadeira e sabão-de-soldado.

Outra atração da ETE é seu cartão de visitas: um aquário com peixes em meio aos 18 mil litros de efluentes tratados, cujo reuso de água demonstra a qualidade do processo.

A estação de tratamento elimina diariamente lançamentos “in natura” de 216 milhões de litros de esgotos na Baía de Guanabara, o que corresponde a um Maracanãzinho cheio. Ela trata até 2.500 litros de esgotos por segundo e, futuramente, 5.000 litros de esgotos por segundo.

Os esgotos são coletados de uma área aproximada de 8.600 hectares, de quatro sub-bacias principais: o Conjunto Centro, Mangue e Catumbi; Alegria; Faria-Timbó; e São Cristóvão, beneficiando cerca de 1,5 milhão de pessoas.


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Grumari: voo livre de pássaros e pilotos

Liberdade, Liberdade! Abre as asas sobre nós”, um dos melhores sambas do carnaval (campeã Imperatriz, 1989), são versos do hino (1890) à Proclamação da República. Ser livre também é estar no Grumari, um dos remanescentes virgens do antigo paraíso dos índios e primeiros portugueses.

Conhecido historicamente por ser um dos bairros menos populosos do Rio de Janeiro, o Grumari tem grande parte de sua área ocupada pela sua bela orla, com aproximadamente 2,5 km de extensão, e por uma área de proteção ambiental.

O Parque Natural Municipal de Grumari, de 805,92 hectares, representa um importante testemunho de flora e fauna das restingas fluminenses.

Assim como a vizinha Prainha, abriga variadas espécies, algumas em risco de extinção e de altos valores paisagístico, científico e econômico, sendo transformado em APA (Área de Proteção Ambiental).

Um dos principais objetivos é preservar os ecossistemas naturais, possibilitando a realização de pesquisas científicas, assim como atividades de educação, lazer e turismo ecológico.

Na língua indígena, grumari significa uma espécie de cássia, vegetação de terra firme que floresce entre os meses de janeiro e março nas serras que ladeiam este trecho da faixa litorânea ao sul do município.

A área tombada, além de incluir florestas da Pedra Branca próximas ao Oceano Atlântico, abrange o trecho de mar onde afloram as ilhas das Peças e das Palmas, as areias da praia e a vegetação de restinga. Entre os morros da região, por exemplo, destacam-se Boa Vista (456 metros de altitude), Faxina (410m), Serra de Piabas (347m) e Serra de Grumari (211m).

Na Mata Atlântica existem mais de 180 espécies de aves, muitas ameaçadas por desmatamento, caça e captura. Passarinhos como tico-tico, canário-da-terra, coleiro, sabiás, papagaios, tiê- sangue, sanhaço, curió, trinca-ferro e outras dezenas de espécies têm sua liberdade ameaçada por criadores que insistem em capturá-los, reduzindo suas chances de sobrevivência.

No passado, homens trazidos do continente africano eram comprados por fazendeiros e senhores de engenho, que os tratavam de forma cruel e desumana. Atualmente, o tráfico de animais silvestres é um dos maiores do planeta.

Aves em cativeiro apresentam doenças e deformidades por falta de espaço para voar e alimentação diferente da encontrada na natureza.

Em liberdade, ajudam a recuperar áreas degradadas, polinizando as flores e dispersando sementes. Alimentam-se também de insetos, impedindo que a proliferação descontrolada os transformem em pragas agrícolas.

Além dos pássaros, é comum ver pilotos de voo livre aproveitando o vento liso que vem do mar, colorindo o céu com parapente ou asa-delta.

Este esporte silencioso, que chegou ao Brasil em 1974 quando o francês Stephan Segonzac fez um voo do alto do Corcovado, é o que mais se aproxima de aves que plainam como o urubu, que é capaz de ficar um longo tempo voando sem ao menos bater uma asa.

O acesso à rampa natural do Morro do Grumari é feito apenas a pé, começando em uma pequena escadaria no canto direito da praia. Em seguida, é preciso encarar uma trilha íngreme e com obstáculos.

Neste percurso, é necessário o uso das mãos em alguns trechos que contam, inclusive, com uma pequena exposição a altura e vegetação alta. Todo cuidado é pouco, pois uma queda poderá ser fatal.

A caminhada até a biruta inflada na área de decolagem, cuja ASL (Above Sea Level) é de 120 metros de altitude, dura cerca de 25 minutos.


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Laniakea Beach e a importância ecológica das carismáticas tartarugas-marinhas

Proteger as tartarugas-marinhas é ajudar a garantir a sobrevivência do planeta. As carismáticas “engenheiras do ecossistema” levam e trazem toneladas de nutrientes, são consumidas por predadores e podem contar com plantas ou animais vivendo no seu casco e em seus órgãos internos.

Um dos famosos pontos de desova e descanso de animais marinhos no mundo é o canto direito da Laniakea Beach, na costa norte de Oahu, bem próximo a alguns lendários locais havaianos de surfe, como Sunset Beach, Banzai Pipeline e Waimea Bay.

O aspecto negativo é o impacto ambiental causado pelo tráfego intenso de turistas, que chegam em barcos lotados ou causam engarrafamentos na freeway.

Para protegê-las e deixá-las em paz com o meio ambiente, voluntários de ONGs e policiais trabalham para que curiosos tirem fotos e façam vídeos sem molestá-las ou alimentá-las. Uma corda vermelha na areia, inclusive, é usada para delimitar a área.

O espetáculo turístico proporcionado pela natureza tem como vantagens, além da conscientização ecológica, gerar renda para os moradores e fortalecer a economia local.

O Havaí conta com outros pontos de observação de tartarugas-marinhas, entre eles Hanauma Bay e Turtle Bay Resort, onde é possível nadar bem próximo a elas com snorkel.

O hotel é tão conhecido que existe um game ecológico, chamado “Turtle Bay”, que consiste em destruir ovos de polvos maldosos que querem congelar e acabar com as tartarugas de um arquipélago.

Neste desafio, o jogador encarna uma corajosa tartaruga-marinha, que possui um jato em seu casco para salvar as suas amigas aprisionadas ao longo da baía.


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Cristo de Goiti, em Palmeira dos Índios: beleza de Alagoas não está só no litoral

Em religião, cada um tem a sua opinião: existem diferenças entre crenças de católicos, evangélicos, agnósticos, ateus, deístas, espíritas, espiritualistas, seguidores de tradicionais africanas, testemunhas de Jeová, budistas, santos dos Últimos Dias, messiânicos, judeus, esotéricos, muçulmanos…

Sem entrar na discussão sobre idolatria, adoração ou apego a esculturas, estátuas e imagens, após a inauguração do Cristo Redentor (Rio de Janeiro) em 1931, foram construídos mais de 200 nestes moldes pelo país. Na cidade alagoana de Palmeira dos Índios, o Cristo de Goiti, de cerca de 24 metros de altura, existe desde o ano de 1979.

Outros locais parecidos são procurados por turistas de todo mundo, como o de la Concordia (Bolívia), o de La Habana (Cuba), o de Copoya (México), o Christ of the Ozarks (EUA), o Cristo Rei (Angola), o de Los Andes (Fronteira Argentina-Chile), o del Otero (Espanha) e o Santuário Nacional de Cristo Rei (Portugal).

A subida até o Cristo de Goiti, considerado pela Prefeitura como um dos principais pontos turísticos do município, é também um passeio alternativo às piscinas naturais do belo litoral de Alagoas.

Ele localiza-se no topo da Serra do Goiti, a mais de 500m de altitude, cuja área era conhecida pela grande quantidade de goitizeiro ou oitizeiro (oiti é o fruto desta árvore-símbolo da Região Nordeste).

Palmeira dos Índios, a Princesa do Sertão, fica localizada estrategicamente, na fronteira Alagoas-Pernambuco, e possui um relevo ondulado.

As serras do Muro (460 metros de altitude), Candará (622 metros), da Palmeira (610 metros) e das Pias (620 metros) são acidentes geográficos da região, que conta com outros patrimônios ecológicos.

Também destacam-se rios (Coruripe e Panelas), riachos (Guedes e Ribeira), lagoas (do algodão, dos Caboclos, dos Porcos, Cascavel e Lagoinha) e açudes (Cafrunas e Xucuru). Toda a área municipal está situada em pleno agreste, onde o clima não é suficiente para permitir o surgimento de floresta. O predomínio é de espécies arbóreas e arbustivas da caatinga, com focos de mata.

O reino vegetal é rico em madeira e plantas medicinais. A flora, constituída por fruteiras, produz principalmente pinha, caju e manga.

Na fauna, são encontrados tatus, cotias, peixes nos açudes, guaxinins, preás, furão, periquito do mato, canários, gaviões e garças. A região é produtora de leite e conta com indústrias de laticínios, de transformação e da cana-de-açúcar.

O nome da cidade é devido ao palmeiral característico da vegetação na época dos primeiros habitantes (índios Kariris e Xucurus), entre os séculos XVII e XVIII. A origem de Palmeira dos Índios é ligada à lenda dos apaixonados Tilixi e Tixiliá, mortos após traírem o cacique Etafé com um beijo proibido. No local da morte, nasceu uma palmeira que simbolizava o amor do casal.

O município ainda conta com aldeias: Fazenda Canto, Mata da Cafurna de Cima, Mata da Cafurna de Baixo, Serra da Capela, Coité, Boqueirão, Morro do Amaro e Aldeia da Cafurna.

As atividades produtivas dos grupos indígenas são plantios de mandioca, milho, feijão, pinha banana e café, além do artesanato através de sementes, penas, instrumentos de madeira e manacás de coité.

De 1928 a 1930, a Prefeitura foi ocupada por Graciliano Ramos (1892—1953), autor de Vidas Secas (1938). Nascido na cidade alagoana de Quebrangulo, “Mestre Graça” incluiu fatos do cotidiano de Palmeira dos Índios em seu primeiro romance, Caetés (1933). A casa onde ele morou, de 1924 a 1930, foi tombada pelo IPHAN em 1965 e transformada em museu em 1973 para divulgar e conservar o acervo com suas obras.

Palmeira dos Índios presta homenagem com um busto gigante do escritor, na entrada da cidade, às margens da BR-316. Na base do concreto, está gravada uma das suas famosas frases: “A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso, a palavra foi feita para dizer“.


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Maquete do Parque Nacional da Tijuca na exposição ‘Uma Floresta na Metrópole’

Um hectare corresponde a praticamente um campo de futebol. Agora, imagine uma área com 4 mil campos juntos! Algo parecido está na exposição ‘Uma Floresta na Metrópole’, no Parque Nacional da Tijuca (PNT), onde há uma miniatura dos 3.953 ha do parque mais visitado do país.

Locais famosos, como o Corcovado, a Pedra da Gávea, o ponto culminante no Pico da Tijuca e a Rampa de Voo Livre, podem ser visualizados facilmente. Para isto, basta acionar um dos botões no painel que a respectiva luz acenderá na maquete.

Montado no Centro de Visitantes do PNT, o atrativo presta informações sobre o turismo ecológico, além de difundir pesquisas, arte, educação e cultura: tudo voltado para o meio ambiente.

O turista interage de forma leve e divertida com a cadeia de morros que separa a região da Grande Tijuca, na Zona Norte, de alguns bairros com praias, mais precisamente a Zona Sul e a Barra da Tijuca.

O entretenimento inverte a relação espacial homem x montanha. O imponente maciço, que é visto de qualquer ponto da cidade e possui altitudes de até 1022m, tem os contornos minimizados aos pés do visitante na exposição.

Inaugurado em julho de 2001, o Centro de Visitantes ajuda a promover o PNT como uma reserva de vida e um legado para a humanidade.

A apresentação do banco de dados reforça a importância da conservação e manutenção deste patrimônio, que é uma herança para o futuro.

A densa vegetação do PNT reduz a poluição, além de reter e amenizar as forças de chuvas torrenciais. Esta imensa área abriga animais, rios cristalinos e nascentes que contribuem há séculos para que a própria floresta possa existir.

Sua cadeia de morros, com espessa vegetação tropical (característica do ecossistema Mata Atlântica), regula o clima do município. Sem este relevo montanhoso, os cariocas viveriam diante de um clima de 4º a 7ºC mais quente.

Muitos anos depois dos processos de devastação, uso agrícola e reflorestamento, o PNT passou a integrar em 1991 a Reserva da Biosfera.

Este reflorestamento – o primeiro heterogêneo (com espécies diferentes) da América Latina – salvou a cidade de longos períodos de seca.

O PNT divide-se fisicamente em quatro setores: o Setor Floresta da Tijuca, que compreende Floresta da Tijuca, Pico da Tijuca, Bico do Papagaio e Cascatinha Taunay; o Setor Serra da Carioca, com Parque Lage, Morro do Corcovado e Vista Chinesa; o Setor Pedra Bonita/Pedra da Gávea, que agrupa Pedra Bonita, Agulhinha, Pedra da Gávea e Rampa de Voo Livre; e o Setor Pretos Forros/Covanca, com a Serra dos Pretos Forros e Covanca.


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