Curiosidades sobre as Nove Ilhas e o encontro da Lagoa Mundaú com o mar

A dez minutos do centro de Maceió, o roteiro turístico das Nove Ilhas tem como atração o encontro da Lagoa Mundaú com o mar. O passeio por esta natureza selvagem pode ser feito de saveiro – a área preservada não atraca embarcações maiores. É um paraíso protegido pela vegetação nativa.


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Um dos pontos de embarque fica no píer da Ilha da Fantasia, em frente a um restaurante com pratos típicos, perto da Ponte Governador Divaldo Suruagy (liga os municípios de Maceió e Marechal Deodoro).

A culinária se dá graças aos pescadores que buscam caranguejo, sururu, massunim e taioba que vivem na lama do fundo da lagoa.

O próprio roteiro turístico pelos canais é feito em meio a uma grande variedade de peixes, crustáceos e moluscos, além do vasto manguezal.

Este arquipélago fluviomarinho (relativo a rio e a mar, simultaneamente) foi formado por sedimentos deixados ao longo do tempo pelos rios Mundaú e Paraíba do Meio. Em tupi-guarani, Maceió significa “o que tapa o alagadiço“.

Em outras palavras, a partir da ação da natureza, as ilhas acabaram fechando a foz do Rio Mundaú, fazendo com que as águas se acumulassem formando todo o complexo estuarino (ambiente aquático transicional) Mundaú-Manguaba.

Na maior parte das nove ilhas não vive ninguém, mas o nome de cada uma delas desvenda um pouco das suas histórias peculiares.

Oito ficam em Maceió, enquanto a de Santa Rita pertence ao município de Marechal Deodoro. Maior ilha lacustre do Brasil, com 12 km², é uma área de preservação ambiental, com ricas fauna e flora, e formada pelos povoados de Santa Rita, Siriba, Jacaré e Barra Nova. Já a Ilha do Irineu, hoje chamada de Ilha do Carlito, possui banheiros, bares, restaurante e piscina para receber visitantes.

O seu nome é em homenagem ao pescador trígamo Irineu.

Outra curiosidade é sobre a Ilha de um Coqueiro Só, que foi praticamente toda devastada durante uma enchente em 1989, quando apenas um coqueiro sobreviveu na região. A Ilha das Andorinhas, devido ao fluxo migratório na região dessas aves anualmente, conta com vários ninhos, especialmente, no verão.

A Ilha do Fogo recebeu esse nome porque no local havia um alambique de pinga, que foi à falência motivado pelo grande consumo do produto pelos próprios funcionários.

Ilha de Bora Bora ganhou esse nome pela pronúncia do povo da região que encurtava a palavra “embora” para “bora”, em resposta ao convite para visitar a ilha.

Enquanto a Ilha de Santa Marta homenageia a personagem bíblica Marta (irmã de Maria e Lázaro), a Ilha do Almirante lembra um Almirante da Marinha que ali viveu até falecer.

Outra ilha, na qual um fazendeiro interrompeu a criação de cabras por causa do impacto prejudicial do rebanho ao meio ambiente, foi batizada de Ilha das Cabras.

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