Cascatinha Taunay, de 35 metros, é a queda d’água mais alta e famosa do PNT

A Taunay é a cascata mais alta do Parque Nacional da Tijuca (PNT), com 35 metros. O lençol d’água atrai turistas e visitantes que buscam paz e contemplação de espetáculo natural. As águas, que ajudam a manter vivos a floresta e os animais, auxiliam o abastecimento dos bairros da região.

Após a evaporação, elas vão para a atmosfera e formam as nuvens. Na continuação deste ciclo, as chuvas alimentam as próprias nascentes e os rios, já que a floresta funciona como uma esponja e libera aos poucos a água absorvida.

Suas águas são oriundas do Rio Tijuca (antigo Maracanã-Cachoeira). A vegetação situada às margens é a mata ciliar, que fornece alimento para diversas espécies aquáticas e terrestres. Ela também é responsável pela proteção das margens dos cursos d’água contra a erosão, evitando o desbarrancamento do solo e o acúmulo de sedimentos nos leitos dos rios – este acúmulo de sedimentos altera o curso natural dos rios e pode provocar enchentes.

O nome da cascata é uma homenagem a Nicolas Antoine Taunay, integrante da missão artística francesa que esteve no Brasil em 1816, quando seus aristocratas se estabeleceram no Rio de Janeiro.

A família Taunay se apaixonou tanto pelo local que, no ano seguinte, comprou as terras do Conde Gestas e fixou residência ao lado da Cascatinha, numa casa de pau-a-pique.

Posteriormente, construiu uma bela morada ladeada por uma pequena casa, em área atualmente ocupada pelo estacionamento.

A casa do pintor, em estilo colonial, foi demolida no início do século XX para dar lugar a um restaurante. Taunay organizou reuniões em seu lar para a corte e foi um grande divulgador do local, que ficou imortalizado através de seus quadros.

queda d’água ficava no Sítio da Cascatinha (propriedade da família Taunay), mas o topo da cascata era parte da Fazenda Bela Vista, que pertenceu ao Visconde de Asseca (até 1810), ao Conde de Gestas e ao espólio deste (até 1850), ao Visconde de Souto (até 1864), ao Conde de Bonfim (até 1873), ao Barão de Mesquita (até 1886), a Francisca Elisa de Mesquita (até 1888) e ao Conselheiro Mayrink (até 1897). Esta foi a última desapropriação da Floresta da Tijuca.

Atualmente, no outro lado da estrada, encontra-se o Jardim da Cascatinha, ponto de observação da ponte Job de Alcântara recebendo as águas em curso da cascata. No mesmo lado, existe uma lanchonete e um estacionamento, cuja atração é o estilo neoclássico da Estela de 4 faces, de alvenaria e estuque. Ela foi confeccionada em 1928, com desenhos e textos em homenagem a Taunay.

1º face: Neste Sítio da Cascatinha Taunay vieram em 1817 estabelecer-se, a fim de observar a natureza brasileira em sua intimidade, os irmãos Taunay, membros da Missão Artística de 1816, fundadora da Escola Nacional de Bellas Artes. Nicolau Antonio 1755-1830, Augusto Maria 1768-1824.

2ª face: Em memória destes tão prestantes servidores do Brasil, ordenou o Exmo Sr. Washington Luiz Pereira de Sousa, Presidente da República dos Estados Unidos do Brasil, que se lhes consagrasse esta oblação no local de sua antiga casa patrimonial. Agosto de 1928.

3ª face: Desenho da Cascatinha Taunay. Alto da Boa Vista. Sítio de propriedade do Barão de Taunay 1855. 4ª face: Retrato. Felix Emilio Taunay(1795–1881).

Na parede do estacionamento há um mapa da floresta, mostrando estradas, recantos e edificações. O painel (1943) é uma obra em azulejaria portuguesa, nas cores azul e amarelo.

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