O matemático Émile Borel (1871-1956) proferiu conferência ”A Teoria da Relatividade e a Curvatura do Universo” (1922), no Rio. Na época, na Tijuca, os irmãos Edouard e Antoine Borel eram herdeiros da Fábrica de Rapé e Tabaco, que passou a se chamar Fumos e Rapé de Borel e Cia.
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A fábrica ficava no sopé de uma área montanhosa, cuja ocupação teve início em 1921, quando ocorreu a remoção dos morros do Castelo e de Santo Antonio. Primeiramente, era conhecida como Morro da Fábrica Borel, já que empregava grande parte dos seus moradores. Pouco tempo depois, o local passou a ser chamado de Morro do Borel.
Em 1931, na subida da Rua São Miguel, foi fundado o G.R.E.S. Unidos da Tijuca. De acordo com uma das versões históricas, o pavão como símbolo e as cores azul e amarelo ouro foram adotados em referência ao logotipo desta fábrica que era estampado nas embalagens de produtos. Quanto ao rapé, era comercializado um pedaço de fumo inteiro ou já ralado e pronto para consumo.
Cinco anos depois, o samba “Natureza Bela” consagrou pela primeira vez a escola de samba como campeã do carnaval carioca, ao apresentar o melhor desempenho em harmonia. A agremiação, que surgiu a partir da fusão de blocos existentes nos morros das redondezas (Casa Branca, Formiga e Ilha dos Velhacos), foi a primeira a apresentar carros alegóricos alusivos ao enredo.
Por falar em natureza bela, o Borel compreende cerca de 36 hectares do Maciço da Tijuca.
Do cruzeiro no alto do morro, a cerca de 320 metros de altitude, é possível ver a Grande Tijuca, picos de trilhas do Parque Nacional da Tijuca (PNT), a Ponte Rio-Niterói, o Estádio do Maracanã, parte do Alto da Boa Vista, o Centro da cidade, a Ilha do Governador, a Baía de Guanabara, Niterói e a Serra dos Órgãos, esta última se o clima colaborar.
Os moradores têm à disposição creche, posto de saúde, ginástica e atividades esportivas, como futebol, handebol e vôlei. Na quadra da Unidos da Tijuca ocorrem diversos eventos sócios-culturais de incentivo à cidadania, entre eles programas para obtenção de emprego, biblioteca, tratamento dentário, informática, capoeira, balé e ginástica.




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Pearl Harbor (Havaí, EUA)
Sea Life Park (Havaí, EUA)
Stanley Park (Vancouver, Canadá)
Publicado por André Tsé em maio 22, 2011 às 12:30 pm r r
Nobre Edmo, meus parabéns pela postagem. É um belo resgate da história Tijucana,
Abraços!
Saudações Tricolores!
Publicado por Marilia Marx Jordan em julho 27, 2011 às 9:25 am r r
Caro amigo,
Pesquisando sobre os suíços que possuíram escravos no Brasil, me interessei por esta antiga fabrica de rapé situado aos pés do morro do Borel. A Fabrica do Borel era uma das 2 filiais da “Fabrica Imperial de rapé Area Preta” de Salvador, fundada em 1818 por um suíço, Auguste Frédéric de Meuron e que foi provavelmente a primeira fábrica de rapé do Brasil.
A filial situada no Andarahí Pequeno, como chamavam na época esta parte da Tijuca, foi fundada em 1832. Em 1852, Meuron, seu fundador, faleceu sem deixar herdeiros e quem herdou a fabrica foram seus sobrinhos, os suíços Edouard e Antoine Borel, que já a administravam há vários anos. Sei que em 1900 a fabrica ainda pertencia a sociedade Meuron & CIa, e os donos da sociedade e da fabrica eram os Borel. Sei também que a esta época, os empregados da fabrica de Salvador se referiam a fabrica do Rio como “Fabrica do Andarahí”. Tempos depois a sociedade mudou de nome e passou a se chamar Borel & Cia e a fabrica então mudou de nome. Perdeu o nome Area Preta e passou a ser “Fabrica de Fumos e Rapé de Borel & Cia”. Creio que a chegada de Emile Borel ao Rio, em 1922 não teve nada que ver com a mudança do nome da fabrica, pois nem eram parentes, mas quem sabe? Você poderia me dizer onde descobriu esta informação?
Li num livro suíço que durante um breve período o morro do Borel foi chamado de morro do Meuron, mas não tenho a menor prova disto e os geógrafos que consultei não conseguiram encontrar prova disto.
Você possui algum detalhe de como terminou esta fabrica?
Um abraço,
Marilia