Contato íntimo com o Corcovado entre o Parque Laje e a Curva do “Oooooooooh!”

Utilizar a trilha rumo ao Cristo Redentor, como caminho alternativo ao Trem do Corcovado, não é recomendável aos sedentários. A difícil subida é bem íngreme e dura em média 2h30, além de ter trechos escorregadios onde há necessidade do uso das mãos e bifurcações não sinalizadas.


Considerada uma das 7 maravilhas do mundo, a estátua inaugurada em 1931 tem 38 metros de altura e está a 704 metros acima do nível do mar.

Para encarar o passeio, responsabilidade em primeiro lugar: é aconselhável iniciar no turno da manhã, avisar amigos e/ou familiares e, se possível, estar acompanhado por um guia especializado.

O auge da trilha é a Curva do Oh!, que leva este nome devido à exclamação (“oh!”) feita pelos visitantes quando o trenzinho passa pelo local durante cerca de 10 segundos.

A poucos metros do topo do morro, é o primeiro ponto de onde se tem o visual deslumbrante da Zona Sul, que descortina após a subida em meio à floresta.

Ao sentir a satisfação e a alegria de superar o desafio neste contato direto com a natureza, o trilheiro chega à conclusão: “Agora, sim! Eu conheço o Corcovado!”

Mas é preciso ter atenção para evitar acidentes fatais. Como a trilha termina na linha férrea, onde é proibido andar sobre os trilhos, passe para o asfalto na primeira possibilidade.

Outras dicas: além de água, lanche, roupas leves, calçados apropriados, capa de chuva, lanterna, filtro solar e boné, levar saco de lixo é atitude de respeito à vida.

Uma das placas alerta: “Não jogue lixo no chão. Ele pode causar a morte de animais e poluir o meio ambiente“.

Já no começo da trilha é possível ver pelo Parque Lage macaco-prego, mico e tucano. Quanto à flora, a área abriga alguns locais que apresentam mata primária com espécies raríssimas de vegetação nativa, como Pau-Brasil e Jequitibás.

Trata-se de um parque público no Jardim Botânico, com mais de 52 hectares e tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1957.

Do Parque Laje até o topo do Morro do Corcovado, também são comuns gaviões, esquilos e gambás nesta reserva ambiental do Parque Nacional da Tijuca (PNT).

O início da trilha é confuso para os estreantes, por ser escondido. O primeiro passo é andar pelo caminho de paralelepípedos, atrás da sede da Escola de Artes Visuais (EAV).

Após subir alguns degraus e avistar uma pequena casa abandonada, é preciso passar à direita dela, onde encontra-se o início da trilha, já em chão de terra batida e no ambiente de mata fechada.

Na primeira metade da trilha, a subida é mais fácil e plana. Depois de cruzar pela terceira cascata que deságua no Parque Lage em pontos diferentes, a caminhada torna-se bem íngreme, exigindo um fôlego adicional.

Alguns trechos, com serviços de recuperação ambiental, contam com placas: “Atalhos causam erosão. Use a trilha correta”.

Em um determinado ponto escorregadio, o participante conta com auxílio de uma corrente fincada em grampos na rocha. Assim, aumenta a segurança e evita utilizar a vegetação como apoio, o que provoca uma degradação do meio ambiente.

Após mais alguns minutos, o fim da trilha encontra os trilhos (peço desculpa pelo trocadilho).

Neste momento, um pouco abaixo da Curva do Oh!, surge a imagem do padroeiro do município, o São Sebastião. O nome da cidade (São Sebastião do Rio de Janeiro) é uma homenagem a um antigo Rei de Portugal, D. Sebastião.

A privilegiada vista da Curva do Oh! mostra parte da Zona Sul, com destaque para o coração da Lagoa Rodrigo de Freitas.

NÃO É PERMITIDO

Retirar plantas e frutos das árvores. Motivo: os frutos são parte da alimentação da fauna silvestre;

Caçar e molestar a fauna. Motivo: Lei de Crimes Ambientais e Lei de Proteção à Fauna;

►Entrar com animais domésticos. Motivo: proteção à fauna silvestre;

►Circular com bicicletas. Motivo: possibilidade de atropelamento do público-visitante;

Menores de idade sem responsáveis. Motivo: responsabilidade da Administração do Parque Laje;

►Tomar banho nos lagos e cachoeiras. Motivo: as fontes de água são utilizadas pelos animais silvestres;

►Jogar futebol ou outro esporte que possa agredir a vegetação ou a fauna local;

►Realizar filmagens ou eventos sem solicitar e obter prévia autorização da Administração do Parque Lage;

Lixo fora dos coletores e deixar oferendas religiosas nesta área de preservação permanente da Mata Atlântica.


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