Muitos banhistas da Praia do Leme que observam a bandeira nacional tremulando no alto do morro nem imaginam que podem subir até lá. Trata-se do Sítio Histórico do Forte Duque de Caxias, a 210 metros do nível do mar. Parte da nossa cultura vive através destas muralhas.

Estratégica, a construção do século XVIII se fez necessária para defender o Rio de Janeiro dos ataques de piratas e da iminência de uma invasão espanhola.
O Forte foi guarnecido pela Companhia dos Dragões de Minas, onde servia o Alferes Joaquim José da Silva Xavier – o Tiradentes - poucos dias antes da prisão, em 1789.
O Forte atual, construído entre 1913 e 1919, com tecnologia e equipamentos alemães, foi tombado pelo Conselho Municipal de Cultura em 1987.
Em março de 2011, o ingresso de R$ 4 foi o pontapé inicial da caminhada ecológica e religiosa, de cerca de 20 minutos, até o alto do Morro do Leme, cujo local conta com banheiros, cantina e bebedouros para visitantes.
Ao longo do percurso, o visitante se depara na ladeira com as 15 passagens da Via Sacra, esculpidas pela artista plástica Marli Azeredo, que disse:
“… após acompanhar o sofrimento de Jesus a cada Estação, imprimi ao trabalho sentimento de protesto contra as dores infligidas ao Mestre, sendo intermediária da interpretação desses acontecimentos”.
Em seguida, é possível ver a Ilha de Cotunduba (do tupi cotyn-tyba: abundância de árvores de vela que servem para mastros), de 60 metros de altura e localizada a cerca de 800m do Morro do Leme. De pequenas dimensões, ela integra a Área de Proteção Ambiental (APA), está inserida na Zona de Vida Silvestre e é um dos belos pontos de mergulho da cidade.
Toda pavimentada com paralelepípedo, a trilha tem seu auge no fim, quando surge a 15ª Estação – a da Ressurreição.
O momento especial é presenteado com a imagem do Cristo Redentor que se descortina a quilômetros de distância. Uma das 7 Maravilhas do Mundo, a estátua é capaz de irradiar, lá do Morro do Corcovado, força e energia para os que têm fé.
A vista panorâmica é rica de outras belezas, como o Pão de Açúcar, a Pedra da Gávea e demais montanhas do Parque Nacional da Tijuca. Um painel mostra o sistema de defesa da Baía de Guanabara: Fortes Duque de Caxias, do Pico, do Rio Branco, Imbuhy e de Copacabana; Ilhas do Veado, de Cotunduba, do Pai, da Mãe e da Filha; e Fortalezas de Santa Cruz, da Laje e de São João.
Desde a entrada, onde encontra-se o busto de Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias (1803—1880), com a célebre frase “Sigam-me os que forem brasileiros”, o visitante faz uma viagem no túnel do tempo até os dias de hoje. Nas últimas décadas, foram executados trabalhos de reflorestamento nesta área de proteção ambiental, após projeto iniciado em 1987.
A iniciativa partiu de uma ação integrada da Fundação Parques e Jardins, com o apoio da AMALeme, e do Centro de Estudos de Pessoal e Forte Duque de Caxias – CEP/FDC.
Além das atribuições funcionais, o CEP tem como missão a responsabilidade sócio-ambiental de preservar o remanescente de Mata Atlântica no Leme.
A APA é administrada sob responsabilidade e guarda do Exército, que projeta a imagem a partir dos seus valores culturais, históricos e de preservação do meio ambiente.
Em uma área de quatro hectares, onde anteriormente existia capim-colonião, foram plantadas 11.000 mudas de 90 espécies nativas e exóticas de rápido crescimento.
Em 1992, após cinco anos de trabalho, a área já estava coberta por árvores, o que favoreceu a ampliação da diversidade biológica na região.
Em 1996, houve plantio de várias outras espécies nativas de Mata Atlântica.
A recuperação da cobertura vegetal cria novas áreas de abrigo, alimentação e reprodução para a fauna.
Das espécies nativas de reflorestamento, destacam-se Maricá, Pitangueira, Anda-assu, Quaresmeira, Aroeira e Pau-ferro.
Com o equilíbrio ecológico restabelecido, a APA passou a apresentar uma fauna diversificada.
O grupo de aves é representado por 89 das 481 espécies existentes no Município do Rio de Janeiro, entre elas tiê-sangue (sangue-de-boi), saí-azul e saracura-do-mato.
São facilmente encontrados, também, borboleta 88, borboleta-azul, lagarto, mico-estrela e beija-flor. Todo esse contato com a natureza, o ar puro, a fauna e a flora do costão rochoso do caminho ecológico do Forte serviu de inspiração para a Exposição Harmonia.
E não poderia faltar, é claro, um memorial a Caxias, outra atração do local.
O museu ainda exibe um carro para transporte das granadas de 300kg dos obuseiros, armas capazes de realizarem tiros indiretos com alcance de 2km sobre ilhas e elevações com mais de 250m de altura.
É possível ver um antigo quadro de distribuição de energia elétrica do Forte, fazer teste de conhecimentos ambientais e conhecer o acesso ao posto de observação do comandante.
Outra atração é a Árvore da Esperança, que desperta em todos a consciência ecológica. Ela conta com uma mensagem: “Participe – Semeie aqui. Retire sua folha, escreva seu desejo para o futuro do Planeta Terra, retire a fita adesiva no verso e cole na árvore, que irá reviver com nossas esperanças e ações”.
É PROIBIDO NA APA DO LEME
► Retirar plantas, flores e frutos
► Capturar animais silvestres
► Jogar lixo e ponta de cigarro
► Atear fogo
► Infratores sujeitos a multa e processo criminal
EQUILÍBRIO AMBIENTAL
► Reduzir a quantidade de resíduos produzidos;
► Reutilizar resíduos quando não for possível reduzir, através da utilização de materiais usados;
► Reutilizar e reciclar papel;
► Reciclar materiais não reutilizáveis, através de prévia separação seletiva e posterior deposição no respectivo ecoponto: plástico e metal (amarelo), papel e cartão (azul), vidro (verde);
► Pilhas usadas devem ser depositadas em locais apropriados e as embalagens de madeira podem ser depositadas nos ecocentros;
► Recuperar quando possível a energia de resíduos que não podem ser reduzidos, reutilizados ou reciclados.
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Agulhinha da Gávea (RJ)
Armação dos Búzios (RJ)
Arpoador – Ipanema (RJ)
Calçada da Fauna – Itatiaia (RJ)
Corcovado – Parque Laje (RJ)
Costão de Itacoatiara – Niterói (RJ)
Dedo de Deus – Teresópolis (RJ)
Enseada do Cardeiro (Arraial-RJ)
Estação Alegria – Caju (RJ)
Excelsior – Alto da Boa Vista (RJ)
Fernando de Noronha (PE)
Forte Duque de Caxias – Leme (RJ)
Foz do Iguaçu (PR)
Genipabu – Natal (RN)
Gigante que Dorme (RJ)
Grumari (RJ)
Ilha do Mel (PR)
Mirante Último Adeus – Itatiaia (RJ)
Mirante do Caeté – Prainha (RJ)
Mirante Dona Marta – Botafogo (RJ)
Morro das Andorinhas – Niterói (RJ)
Morro do Borel – Usina (RJ)
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Parque da Catacumba – Lagoa (RJ)
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Parque Dois Irmãos – Leblon (RJ)
Parque Estadual da Pedra Branca (RJ)
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Pão de Açúcar – Urca (RJ)
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Pedra da Gávea (RJ)
Pedra da Tartaruga – Guaratiba (RJ)
Pedra do Elefante – Niterói (RJ)
Pedra do Telégrafo – Guaratiba (RJ)
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