Morro das Andorinhas, em Niterói (RJ)

Em Niterói é comum você ouvir que “a cidade é um ovo“. Basta ir a uma das praias da Região Oceânica em um domingo de sol e fazer uma nova amizade: é provável que ela seja vizinha do seu primo ou ex-namorada do seu melhor amigo da época de colégio.


Mas se você optar por um passeio ecológico no Morro das Andorinhas, a apenas 200 metros da Praia de Itaipu, essa coincidência dificilmente acontecerá. Sem a mesma fama das trilhas do Costão e do Alto Mourão, ainda é pouco procurada pelos niteroienses.

Curiosamente, é a mais leve das três (ida e volta em menos de uma hora e meia) e conta com dois mirantes magníficos.

Quando visitei o local, em julho de 2010, não existia placa na Rua da Amizade indicando onde era o início da subida. Ou seja, se você é estreante na trilha, é recomendável estar acompanhado de um guia ou realizar curso que o qualifique (prática de esportes de aventura envolve risco de vida).

Sem obstáculos, a trilha começa perto da Paróquia São Sebastião de Itaipu e do ponto final do ônibus 38 que sai do Centro de Niterói.

Em frente à histórica Igreja, na ocasião, uma placa informava que a área estava sendo reflorestada com 5 mil mudas nativas da Mata Atlântica.

No início da subida, ainda no trecho inferior da encosta do morro voltada para Itaipu, a caminhada é feita em meio às moradias construídas no local.

Logo após este trecho, um portal de boas-vindas informa que a montanha de mais de 600 milhões de anos pertence ao Parque Estadual da Serra da Tiririca (PESET), um autêntico refúgio da Mata Atlântica.

O Parque, criado em 1991 e incluído na Reserva da Biosfera da Mata Atlântica pela UNESCO no ano seguinte, está situado ao longo da divisa dos municípios de Niterói e Maricá, no estado do Rio de Janeiro.

Poucos metros depois deste painel informativo você verá uma bifurcação.

É preciso olhar para a trilha que sobe à direita e passar pela “segunda entrada”.

Cuidado para não confundir algumas entradas, que na verdade são portões de algumas residências.

É fundamental ter atenção redobrada junto ao guia para se manter na trilha que leva ao mirante do Morro das Andorinhas.

No fim da caminhada, a placa final indica que, se seguir à direita, chegará ao belo Mirante Região Oceânica. Caso vire à esquerda, um outro horizonte vai descortinar.

Resumindo: um visual é voltado para a Praia de Itacoatiara, de 700 metros de extensão e preferida dos surfistas; o outro proporciona a vista das praias de Camboinhas (2.600m) e Itaipu (1.000m), além da cidade do Rio de Janeiro e seu belo relevo.

Este último conta com uma pequena e interessante mesa de pedra. É preciso muito cuidado nos mirantes, para evitar acidentes.

O Morro das Andorinhas é a divisa natural dos bairros de Itaipu e Itacoatiara.

Com 2,6 km de extensão e 190 m de altura, leva esse nome devido aos ninhos feitos por pássaros da espécie em uma gruta no topo da montanha.

Como se obedecessem a expressão ”uma só não faz verão”, os passários se refugiavam de predadores naturais e mudanças climáticas.

Além da presença constante de revoadas dessas aves, é possível ver no Morro das Andorinhas espécies como fragatas, gaivotas, tamanduás, preguiças-de-coleira, cachorros-do-mato, tucanos de bico preto, pacas, tatus e coelhos do mato.

Após ter sido declarado pela Lei Orgânica de Niterói como Área de Preservação Permanente e inserido na Área de Proteção Ambiental das Lagunas e Florestas, o Morro das Andorinhas foi reconhecido como Área de Especial Interesse Ambiental.

Importante área do Parque, faz parte da bacia da Lagoa de Itaipu e possui no seu entorno um sítio arqueológico, com a Colônia de Pescadores de Itaipu – Z7, e a Paróquia São Sebastião.


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3 comentário para este post.

  1. Publicado por rodrigo em dezembro 25, 2010 às 4:03 pm r r

    é tudo muito lindo

    Responder

  2. Publicado por claudio em janeiro 24, 2011 às 7:31 pm r r

    seguindo adiante ao segundo mirante, existem vários outros mirantes e também a descida para a casa das pedras. E seguindo mais ainda, vc chega à ponta do jejuão, quase encostando na ilha da filha. mas é uma caminhada de mais de 2 horas

    Responder

  3. Publicado por Érica Fonseca em maio 27, 2011 às 10:17 am r r

    Muito legal este site e a divulgação é muito bem-vinda.
    Bjs

    Responder

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