Autêntico, Marrocos mantém suas raízes

Pra lá de Marrakesh, o Marrocos fica localizado na África e é vizinho da Europa. Os africanos de lá falam árabe e francês, e a maioria da população é de muçulmanos. Pequena parcela do povo tem o inglês na ponta da língua, como guias de turismo e funcionários de grandes hotéis.

Entrada da esplanada de Rabat

"Sombras" em RabatPor causa da profunda influência islâmica, o país é muito diferente dos europeus, apesar de estar a apenas uma hora da Espanha, tempo que o ferryboat leva para atravessar o Mediterrâneo. Já no aeroporto o turista se depara com guias vestindo aquelas longas túnicas e usando o calçado chamado “babouche”. Nesta viagem, as diferenças culturais se revelam com intensidade, já que o país resiste bem aos costumes ocidentais.

Entrada do Mausoléu Mohammed VRelacionar bebidas alcoolicas a um país predominantemente muçulmano não é tarefa fácil. Prega o islamismo que os seus seguidores não podem transportar, comercializar ou consumi-las. São raros os lugares que vendem bebidas alcoolicas. Mesmo assim, se quiser mesmo “beber umas e outras”, a maneira mais viável é ir a um grande hotel internacional ou pub.

Alguns hotéis fazem questão de informar aos hóspedes que comprar uma garrafa de vinho no mercado, por exemplo, pode resultar em prisão, caso seja flagrado pela polícia.

Marrocos é extremamente conservador nas roupas. Se usar shorts ou bermudas, ao invés de calça comprida, será alvo de todos os tipos de olhares. A mesma recomendação cabe para as mulheres: vestir, no máximo, camisetas, mas de preferência as de mangas compridas.

Torre Hassan e colunasEm Rabat, a capital do país, o local mais famoso é a Le Tour Hassan (Torre Hassan), que começou a ser construída em 1195 por Yacoub al-Mansour para ser o maior minarete do mundo, com 60 metros, ao lado da maior mesquita do mundo.

Em 1199, quando o sultão morreu, a construção foi interrompida, com 44 metros.

Só sobraram a torre, partes de muros, o piso de mármore e as 200 colunas inacabadas, devido a um terremoto em 1755.

O abalo causou mais de 60 mil mortos e também provocou danos em Portugal e Espanha. O terremoto, seguido de um tsunami, é considerado “um dos maiores desastres naturais da história”.

Ao lado do rio Bouregreg, a Torre Hassan tem 16 metros em cada lado e é ornamentada com caligrafia islâmica. A torre foi tombada como patrimônio mundial pela Unesco em 1995.

Junto a ela fica o mausoléu dedicado a Mohammed V, soberano que levou Marrocos à independência. O local contém as tumbas do rei marroquino e de seus dois filhos, o Rei Hassan II e o Príncipe Moulay Abdallah.

O edifício é considerado uma obra-prima da moderna arquitetura da dinastia Alaouite, com a silhueta branca, coberto com típicas telhas verdes, cuja construção foi completada em 1971.


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