Pedra Bonita: visual envolvente de quase 360 graus da cidade do Rio de Janeiro

Quando se fala em ponto turístico no Rio de Janeiro, logo surgem imagens do Cristo Redentor e dos bondinhos do Pão de Açúcar. São dois locais de fácil acesso e bem estruturados, atraindo uma quantidade incrível de turistas em qualquer época do ano.

Outros lugares que proporcionam visuais fantásticos, como a Pedra Bonita, por exemplo, são privilégios apenas daqueles que exploram a mata.

Trata-se de uma trilha rápida e fácil, se comparada à vizinha e famosa Pedra da Gávea.

A subida, com cerca de 1.250 metros de extensão, tem tempo estimado de 25 a 40 minutos.

O trecho considerado mais cansativo, curiosamente, é a subida íngreme no asfalto por onde também passam carros, ou seja, antes do início da trilha.

Com altitude máxima de 693 metros, a Pedra Bonita tem uma vista espetacular de São Conrado, da Praia de Ipanema, do Morro Dois Irmãos, do Cristo Redentor, da Barra da Tijuca, do Recreio e do município de Niterói em dias ensolarados.

Outro atrativo é ver a Cabeça do Imperador, da Pedra da Gávea, que fica virada de frente para a Pedra Bonita.

Com cerca de 100 hectares de área, a Pedra Bonita fica localizada no Parque Nacional da Tijuca (PNT), em São Conrado.

A opção mais rápida é subir de carro pela Estrada das Canoas e estacioná-lo na área da rampa de asa delta e parapente.

Além do caminho pelo Alto da Boa Vista, existem acessos pela Zona Sul, como o que passa pela Vista Chinesa.

Quando chegar à Rampa Maurício Klabin (nome oficial da rampa de voo livre), a 524 metros de altitude, o visitante tem a opção de aproveitar para conferir o desempenho dos praticantes que decolam e pousam nas areias da praia de São Conrado.

A vista da rampa, que abrange parte da Zona Sul, é um aperitivo daquela contemplada pelos visitantes que encaram a trilha até o platô da Pedra Bonita.

Algumas dicas para o passeio: usar meia sobressalente, protetor solar, boné, repelente de insetos, kit de primeiros socorros, mapa ou guia da trilha, mochila de 30/40 litros, cantil d’água, lanche frio (sanduíches, frutas e barras energéticas), um bom tênis para trilhas, roupas leves e claras, lanterna e um canivete.

O ideal é formar grupos de pelo menos três pessoas: nunca faça trilhas sozinho.

MATA ATLÂNTICA – ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE

► Ajude a preservar esta floresta: não saia da trilha, não produza fogo e não mexa nas mudas;

Traga sempre seu lixo de volta e, sempre que puder, recolha o que encontrar;

Fogueiras e tochas são as maiores causas de incêndios florestais;

Bicicletas na trilha causam grande erosão e acidentes entre ciclistas e caminhantes;

Respeite a sinalização na floresta. Ela auxilia na sua segurança. Não lhe cause danos;

Oferendas religiosas sujam os rios e intoxicam os animais silvestres;

Animais domésticos não pertencem a fauna deste ecossistema, além de espantar os animais silvestres;

Colabore: estacionamento para visitantes, acesso limitado de veículos e vagas rotativas.


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