Vista Chinesa: pagode oriental no Rio de Janeiro

Os primeiros ocidentais a chegarem à China por mar foram os portugueses, ainda no século XVI. Hoje, enquanto o Brasil produz alimentos em abundância, os chineses precisam desses alimentos para abastecer mais de um bilhão de consumidores. Por outro lado, os asiáticos têm tecnologias sofisticadas que podem atender aos brasileiros. Em meio a essa troca entre as economias complementares de Brasil e China, o maior monumento em homenagem a um país oriental de toda a América Latina fica no Rio de Janeiro: a Vista Chinesa, um patrimônio histórico-cultural.

Construído entre 1902 e 1906, ele simboliza os chineses que trouxeram o cultivo do chá para o Brasil no início do século XIX. Nesta época, em setembro de 1813, uma crônica do jornalista Hipólito José da Costa sugeria que o Brasil focasse no desenvolvimento do mercado interior, abolindo a escravidão que nada consumia e substituindo-a por homens livres, como a China o fizera milênios antes.

Desta forma, ela teria virado um país rico e poderoso através do consumo interno. O trecho dizia: “A China não tem comércio externo, e contudo é um próspero, rico e respeitável país. A comparação da China com o Brasil não é descomedida, em ponto de capacidade de terreno, fertilidade do chão, bondade do clima, e facilidade de comunicações internas. Logo, julgamos muito ajuizado imitar no Brasil a política dos chineses.”

A arquitetura da Vista Chinesa apresenta a estrutura de um templo com características orientais de um pagode hexagonal. Se atualmente os cariocas reconhecem a palavra “pagode” como um estilo musical ligado às raízes do samba, o termo era o nome das festas de escravos nas senzalas.

A palavra, no entanto, surgiu no idioma francês em 1545, significando “templo de uma religião oriental”.

Na China, portanto, é um pavilhão religioso e de construção típica, situado dentro ou próximo de templos, onde é feito culto aos deuses. Os visitantes mais atentos da Vista Chinesa se deparam com gárgulas com formato de cabeça de dragão ornamentando o pagode nas extremidades superiores dos troncos, que por sua vez são semelhantes a bambus.

Na arquitetura, a gárgula – quase sempre em forma de animal ou figura grotesca – serve como goteira esculpida, escoando a água das calhas dos telhados longe das paredes ou das fontes. Assim como “pagode”, “gárgula” surgiu do francês “gargouille“, originado de “gargalo” ou “garganta”, em Latim “gurgulio”, “gula”. Uma das lendas diz que elas eram guardiãs das catedrais que ganhavam vida à noite.

Na China, o dragão é uma figura mítica e tem festas folclóricas dedicadas a ele, assim como templos e pagodes também são construídos em sua honra. Para os dragões, inclusive, são queimados incensos e dirigidas orações.

Eles simbolizam chineses que se definem como “Long De Chuan Ren” (Filhos do Dragão), sendo relacionados à abundância, prosperidade e boa fortuna.

Para visitar o mirante, que fica a 380 metros acima do nível do mar no Parque Nacional da Tijuca, de onde se pode avistar o Cristo Redentor, a Lagoa Rodrigo de Freitas e o Pão de Açúcar, é aconselhável levar um lanche, pois não há estabelecimento que venda alimentos por perto. A opção mais cômoda é ir de carro, sendo que os acessos pelo bairro do Jardim Botânico e pelo Alto da Boa Vista são os mais utilizados.

Hoje, também é comum ver ciclistas passando pelo local, que inclusive conta com bicicletário. A estrada foi inaugurada em 1856 com a ajuda de chineses que não tinham habilidade para trabalhar na agricultura.  Uma das moradias deles ficou registrada em um mapa da área, que em 1844 mostrava uma edificação denominada “Casa dos Chinas”, provavelmente no mesmo local que virou Vista Chinesa.


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Espaço Verde do Criança Esperança

O post sobre o Programa Replantando Vida na ETE Alegria chamou a atenção do Espaço Verde, no Espaço Criança Esperança (ECE), que atende a cerca de oito mil crianças, adolescentes e jovens dos morros do Cantagalo e do Pavão/Pavãozinho, no Rio.

PARTE DO ESPAÇO VERDE: 1.Camélia (plantada por Catherine Ashton); 2.Babosa Branca; 3.9.12.Pau-Brasil; 4.Angico Rei; 5.Pau-Brasil (plantada por Carla Bruni); 6.Beribá; 7.14.19.Mulungu; 8.Cassia Amarela; 10.Farinha Seca; 11.Falso Pau-Brasil; 13.Vinhático; 15.Cambuatá; 16.Jacarandá de Espinho; 18.Cassia Rosa; 20.Cariperana; 21.Pata de Vaca; 22.Ipê de Jardim; 23.Guatambu Oliva; 24.Cassia Branca; 25.Ipê; 28.Bananeira; 31.Cassia Ferrugilea

29.Bananeira; 30.Abacateiro

Encantado com a iniciativa da Cedae, o professor Antonio Carlos Fernandes de Souza, do ECE, resolveu conhecê-la de perto e visitou a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Alegria uma semana após ter lido o post.

Na oportunidade, Antônio Carlos conseguiu algumas mudas de Mata Atlântica e aproveitou para plantá-las no Espaço Verde, que é voltado para educação ambiental no ECE e que conta com uma estufa para mudas, uma horta e um laguinho.

26.Acerola

Depois de ter dado esse pontapé inicial para a reformulação no Espaço Verde, Antonio Carlos agora quer “implantar um viveiro expositivo de mudas para informar e conscientizar da necessidade de preservar o pedaço de Mata Atlântica presente na comunidade“.

O Replantando Vida aplaudiu a ideia e se prontificou a disponibilizar mudas para o Espaço Verde, conforme informou a idealizadora e coordenadora do projeto, Alcione Duarte.

O viés colaborativo do Trilha Virtual

Em seguida, durante contato com Antonio Carlos, ela sugeriu que as mudas fossem selecionadas pelas próprias crianças na Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu, em Nova Iguaçu, onde funciona a sede administrativa do Replantando Vida – o local conta com o maior viveiro florestal do projeto.

Antonio Carlos já planeja dar esse próximo passo, com as crianças participando de todo o processo, desde a escolha das mudas até o plantio.

Carla Bruni plantou pau-brasil no ECE

Ao longo dos anos, oficinas sobre o meio ambiente no ECE dão uma atenção especial às crianças, inclusive, de 3 a 6 anos. A iniciativa obedece a frase “a leitura do mundo precede a leitura da palavra”, do educador e filósofo brasileiro Paulo Freire (1921—1997).

Orientadas por professores, funcionários, monitores e estagiários, elas participam de aulas teóricas, realizam plantios, fazem cantoneiras com garrafa pet e prestigiam eventos sobre o tema.

Em um deles, ao visitar o Espaço Verde em 2008, a primeira-dama francesa Carla Bruni plantou uma muda de pau-brasil. Neste ano, a baronesa Catherine Ashton, alta representante para assuntos internacionais da União Europeia, plantou uma camélia, cuja flor era o símbolo do movimento abolicionista.


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Gigante de Pedra, Que Dorme ou Adormecido

O vídeo do comercial “O gigante não está mais adormecido”, que a Johnnie Walker produziu em 2011 especialmente para o Brasil, celebra o progresso do país. Uma das inspirações da marca foi o verso “Gigante pela própria natureza”, do Hino Nacional (Joaquim Osório Duque Estrada, 1909). Mas quem conhece a cultura do Rio de Janeiro sabe da história do Gigante de Pedra, eternizado pelo poeta Gonçalves Dias (1823-1864) e por pinturas de artistas estrangeiros que passaram pela Cidade Maravilhosa, sobretudo no século XIX.

Quando se entra pelo Norte na Baía de Guanabara, é possível apreciar, de longe, uma cadeia de montanhas de aproximadamente 20 km. Com boa vontade, o formato lembra o de um “corpo de um homem deitado de costas“. Neste perfil, a cabeça é a Pedra da Gávea (842 metros de altitude) e os pés, o Pão de Açúcar (396 metros).

Junto ao litoral carioca, o “vulto humano” se estende por bairros das zonas Sul e Oeste (Barra da Tijuca, São Conrado, Leblon, Ipanema, Copacabana, Botafogo e Urca), como se estivesse protegendo a costa.

No outro lado da Baía de Guanabara é possível apreciar a Serra dos Órgãos, que recebe esse nome devido aos picos que lembram os tubos de órgãos de igreja, incluindo o Dedo de Deus.

E o tom de Teresópolis parece não incomodar um outro gigante neste imenso anfiteatro, como mostra a silhueta do Pico da Tijuca, o ponto mais alto do Parque Nacional da Tijuca (1.021m), e do perfil superior dos seus demais vizinhos na Zona Norte. Ele está quietinho em seu secular sono de pedra, com o nariz sendo o cume do PNT e o restante do corpo descendo em direção ao Grajaú.

Críticos de plantão aproveitam as formações bizarras para falarem de forma sarcástica que o Brasil está deitado de pernas para o ar.

Outros ironizam que ele prefere ficar em sono profundo a fantasiar sensações, justamente para não sofrer acordado com as injustiças. Há quem diga que dormiu em berço esplêndido, após perguntar para os céus “o que estão fazendo com o mundo?” e não encontrar respostas.

O pessimismo dos críticos corre na contramão da campanha mundial da Johnnie Walker.

Segundo a propaganda, “uma lenda diz que o futuro pertencia ao gigante, mas que ele nunca acordaria e que o futuro seria para ele sempre isso: futuro. No entanto, com o passar do tempo ficou claro que nem mesmo as lendas devem dizer ‘nunca’… acordou, ergueu-se sobre a terra da qual era parte e ficou de frente para o horizonte“.

Dádiva da natureza e produto da erosão, a estranheza das esculturas é prato cheio para os que acreditam em marcas da presença dos fenícios, obras de extraterrestres ou até mesmo significados esotéricos. Por falar em lendas, os descobridores do Brasil teriam escutado dos índios uma série delas, entre elas a da batalha travada por Deuses em um planeta distante, com dois irmãos fugindo para a Terra em um pássaro voador.

A dupla foi perseguida por inimigos, em um outro pássaro de fogo, e acabou morrendo na luta ocorrida sobre as águas da Baía de Guanabara. Em seguida, Deuses os homenagearam com marcas nas montanhas para deixá-los eternamente lembrados.

Segundo a lenda, eles foram enterrados em um local protegido das “maldições e bruxarias” daqueles seres.

No Morro Dois Irmãos, no Leblon, as duas formações rochosas unidas parecem usar mantos. Já o pássaro seria a sombra no Pão de Açúcar batizada como Íbis, ave sagrada que era criada nos templos e enterrada mumificada junto aos faraós no antigo Egito. De acordo com a mitologia egípcia, o gigante deitado com uma Íbis acorrentada aos pés só vai se levantar, indicando os destinos da humanidade, no dia em que a ave se livrar das amarras e voar.

Cabeça do Imperador na Pedra da Gávea

Antropólogos, cientistas, esotéricos, geólogos e historiadores nunca chegam a um consenso sobre quem ou o que esculpiu a Cabeça do Imperador, aquele enorme rosto que lembra o do Imperador D. Pedro II e chama a atenção de todos na Pedra da Gávea. O fato é que nenhuma montanha no Brasil é cercada de tanto mistério. Muitos acreditam em lendas e até na existência de sinais de outras civilizações anteriores à chegada dos descobridores, dando de ombros para a ação da natureza ao longo do tempo.

Ao observarem o maior bloco de pedra do planeta que termina diretamente no mar, muitos dizem que ele sugere um touro alado da Assíria, imagem usada no Oriente Médio para representar o grande poder.

Porém, se analisarem do mar, ou seja, por trás da Cabeça do Imperador, o formato da montanha fica parecido com um cesto de gávea. Daí vem a explicação do nome do local, batizado por marujos portugueses em 1502.

A pedra também conta com um enigma que seria resultado de falhas geológicas ou a inscrição LAABHTEJBARRIZDABNAISINEOFRUZT esculpida no rochedo. Neste último caso, ela seria fenícia, cuja tradução seria “Aqui Badezir, rei de Tiro, filho mais velho de Jetbaal”. Também é objeto de lendas uma espécie de portal natural retangular, de aproximadamente 15 metros de altura, quase no topo da Pedra da Gávea.

Uma delas conta que o portal seria um túnel escondido para Agarta, império subterrâneo com milhares de habitantes. Outra diz que ele estaria ligado a dimensões e lugares sagrados. Essa atmosfera atraiu até a indústria cinematográfica: a pedra já representou o túmulo de um rei fenício (Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-Rosa) e uma caverna que esconde um mundo de monstros (Os Trapalhões na Terra dos Monstros).

Em 1952, a hoje extinta revista O Cruzeiro publicou uma foto de um suposto disco voador ao lado da pedra. O texto de Ed Keffel e João Martins informava:

Fantástico mas real! O disco voador sobrevoando a Pedra da Gávea, vendo-se a sua parte inferior (…) num furo jornalístico espetacular, a mais sensacional documentação jamais conseguida sobre o mistério dos discos voadores. O estranho objeto veio do mar, com enorme velocidade, e foi visto durante um minuto, de cor cinza-azulado, absolutamente silencioso, sem deixar rastros de fumaça ou de chamas. Relato completo da fascinante aparição na Barra da Tijuca“.

Em meio aos fatos e lendas, o local é visto de diversas partes do Rio de Janeiro. Isto significa que, do alto dos seus 842 metros, o visitante tem uma visão privilegiada das praias mais famosas do Rio de Janeiro e do ‘coração’ da Lagoa Rodrigo de Freitas, além de montanhas como Pão de Açúcar e Corcovado. Mas, para alcançar o mirante, é preciso encarar a Trilha Gabriel Buchmann, que alterna partes fáceis e difíceis.

A subida é bem íngreme, com muitos degraus. Até a metade do percurso, as sombras das árvores são aliadas. Depois de meia hora de subida, os primeiros grandes obstáculos começam a aparecer, entre eles uma pequena escalaminhada por raízes e troncos de árvores, além de um bloco de pedra com grampos que servem como verdadeiros degraus.

O cenário, com paredões úmidos e água para se refrescar, faz o visitante se sentir fora de uma metrópole. Após cerca de uma hora de subida, já é possível ver parte da região da Barra da Tijuca. Basta subir na Pedra do Navio, que parece ter popa e proa, de tão incrível que é o seu formato. Depois, surge a Praça da Bandeira, um tradicional ponto de descanso visando à Carrasqueira.

Afinal, é o trecho considerado mais difícil de toda a trilha: uma escalaminhada perto de um abismo. Profissionais recomendam uso de material de segurança, como cordas.

Superando esse trecho e o portal dos fenícios, o visitante terá de vencer alguns trechos com auxílio das mãos, durante uns 15 a 20 minutos, para alcançar o cume.

PLACA NO INÍCIO DA TRILHA
(ano de 2011)

► Não é permitido o acesso de cães e outros animais domésticos;

► Não é permitido acampar ou pernoitar dentro dos limites do Parque;

► Horário de funcionamento: de 8h às 17h (18h no horário de verão)

► Informe na guarita o seu nome, contato, e horários de entrada e saída

► Área de alta incidência de incêndios: não acenda tochas e fogueiras, nem faça churrasco

► Utilize preferencialmente roupas leves, boné, tênis ou bota de caminhada com meias

► Use preferencialmente filtro solar e repelente

► Leve água potável, lanche leve e kit de primeiros socorros

► Mantenha-se na trilha, não utilize os atalhos. Eles provocam erosão e causam acidentes

► Respeite a sinalização na floresta. Ela auxilia na sua segurança. Não lhe cause danos

► Proteja os animais e as plantas

► Mantenha o Parque limpo, traga de volta o seu lixo e – sempre que puder – recolha o que encontrar


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Da Pedra Branca ao Pau da Fome

O principal acesso ao Parque Estadual da Pedra Branca, a Unidade de Conservação Ambiental mais extensa da cidade do Rio de Janeiro, é a subsede do Pau da Fome. O local conta com uma exposição, voltada para estudantes, sobre a riqueza natural que se encontra dentro dos limites do Parque, e a importância da conservação do patrimônio ambiental e ecossistemas.

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Uma das atrações da exposição é uma maquete do corte geográfico de uma paisagem típica do Parque, desde a Praia do Grumari até o Maciço da Pedra Branca. Atualmente, a Mata Atlântica possui em torno de 5% de sua área original preservada, e apenas uma pequena parte deste percentual representa a floresta intocada pelo homem (floresta primária).

Ao todo, são oito bacias principais e 63 microbacias no maciço da Pedra Branca, onde nascem águas intimamente ligadas à vegetação existente no Parque. A floresta ajuda na retenção da chuva, liberando a água bem devagar e de forma contínua para a manutenção dos rios da região.

Para descobrir os segredos da floresta, a mostra possui um espaço chamado “Biodiversão“, onde o visitante aciona um botão e escuta sons emitidos por animais como araponga, coruja-buraqueira, pica-pau-de-cabeça-amarela, sabiá-laranjeira, maitaca e sapo-martelo.


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Os números de 2011

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um resumo:

A sala de concertos da Ópera de Sydney tem uma capacidade de 2.700 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 20.000 vezes em 2011. Se fosse a sala de concertos, eram precisos 7 concertos esgotados para sentar essas pessoas todas.

Clique aqui para ver o relatório completo

Pearl Harbor: gotas de petróleo vazam no mar e simbolizam o ‘choro dos mortos’

A importância militar do petróleo ficou consagrada na I Guerra Mundial (1914-1919). As vantagens da então nova fonte de energia em relação ao carvão se refletiam na velocidade do transporte, e na economia de mão-de-obra e espaço.

Na II Guerra (1939-1945), o ataque a Pearl Harbor estava relacionado ao interesse pelo petróleo. Um dos maiores símbolos desta batalha na madrugada do dia 7 de dezembro de 1941 é o navio USS Arizona, que afundou em menos de nove minutos após ter sido atingido por uma bomba, de 250 kg.

Ao todo, o ataque a Pearl Harbor durou duas horas, danificando ou destruindo 11 navios e 188 aviões, além de causar a morte de 2.403 militares norte-americanos (1.177 deles no USS Arizona) e 68 civis.

Logo em seguida, o presidente Franklin Roosevelt declarou guerra ao Japão: era a entrada oficial dos EUA na II Guerra.

Desde então, gotas pretas do combustível vazam de tanques rachados dos navios afundados.

Elas alcançam a superfície por cima dos destroços, em intervalos de cerca de meio minuto.

Neste local, foi construído o USS Arizona Memorial com uma passarela de piso transparente, o que permite aos visitantes a visualização de diversos pontos da embarcação.

Os mais impressionados dizem que o óleo que continua brotando e manchando as águas representariam o luto, simbolizando metaforicamente as lágrimas dos homens da marinha que morreram presos dentro do USS Arizona – restos de cerca de 900 tripulantes não foram localizados.

Segundo dados do memorial, o “óleo é vazado em uma taxa de 3,5 litros por dia, sem causar grandes problemas ambientais”.

Ainda assim, atualmente há uma equipe preparada para lidar com um possível grande vazamento no local, onde os destroços seriam cercados por barreiras para conter o petróleo.

O tour ao Centro de Visitantes também inclui um documentário de cerca de 20 minutos sobre o ataque. No museu, fotos, pertences e uma enorme lista com nomes de todos os mortos dão um ar solene ao ambiente.

Com sorte, o turista tem a oportunidade de ouvir histórias diretamente da boca de sobreviventes.

Outras atrações são o submarino Bowfin, o navio de guerra Missouri, o torpedo humano Kaiten, a câmara de resgate submarino (SRC) e o míssel balístico lançado de submarinos Polaris A-1.

Difícil imaginar que, nos séculos XVIII e XIX, esta base militar da marinha norte-americana no Havaí era chamada de Porto das Pérolas pela importância na produção de ostras e pérolas.

O local também foi fundamental para a cultura baleeira e a exportação de açúcar e abacaxi.

O ataque foi representado em inúmeros filmes, entre eles “Tora! Tora! Tora!” (1970), “The Final Countdown” (1980) e “Pearl Harbor (2001)”.


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Calçada da Fauna da Mata Atlântica em Itatiaia dissemina consciência ambiental

O mundo animal se faz presente na Calçada da Fama de Hollywood pelos personagens Rin Tin Tin, Lassie, Pernalonga, Pato Donald, Pica-Pau, Caco (sapo dos Muppets) e Mickey Mouse, entre outros. Na vida real, espécies da Mata Atlântica são homenageadas no Parque Nacional do Itatiaia (PNI).

Marcas de caminhadas de diversos bichos discretos por natureza, que instigam a curiosidade e alimentam a fantasia do homem desde os primórdios, estão registradas na Calçada da Fauna. Pegadas de paca, biguá e capivara são alguns exemplos. A iniciativa do PNI faz parte de um trabalho de conscientização capaz de alimentar a esperança de que as espécies – e a mata – possam ter sua preservação assegurada.

Caça, poluição, destruição do ambiente e excessiva utilização dos recursos naturais são fatores que levam à extinção de animais e plantas mais sensíveis ou visados. Entre os ameaçados de extinção na região estão a capivara, que ocorria em grandes manadas no Rio Paraíba e afluentes; o lobo-guará, maior canídeo da América do Sul; e o gavião-real, maior ave caçadora da Mata Atlântica.

O cabeça-seca, grande ave típica de ambientes ribeirinhos e pantanosos, e a anta, habitante de matas primárias de grande extensão, são exemplos de animais já extintos na região.

Um acervo de espécies taxidermizadas no Centro de Visitantes alerta a população para a importância de cuidar dos animais e ajuda a disseminar o conhecimento sobre o ambiente.

A exposição conta com animais que foram mortos naturalmente – e não pela ação antrópica. Ou seja, não houve uma caça predatória para o procedimento. Todos os empalhados ficam em posições e atitudes semelhantes às adotadas quando eram vivos em seus habitats. Outra atração é a reprodução dos cantos de dezenas de pássaros da Mata Atlântica.

Ofuscada pelas pedras da Gávea e Bonita, Agulhinha é trilha ideal para os iniciantes

A região que abrange os quatro setores do Parque Nacional da Tijuca (PNT) corresponde a aproximadamente 3,5% da área do município do Rio de Janeiro, recebendo grande número de visitantes em suas trilhas e encostas rochosas. O Setor C é batizado de ‘Pedra Bonita/Pedra da Gávea’.

Uma das sugestões de passeio no local é a Pedra Aguda, popularmente chamada de Agulhinha da Gávea devido ao formato pontiagudo que rasga a floresta a uma altitude de 610 metros.

Ela é vizinha de famosos pontos turísticos, como a Pedra da Gávea, a Pedra Bonita, a Rampa de Voo Livre Mauricio Klabin e as ruínas da Fazenda Sorimã.

A Agulhinha deixa de lado o simples papel de coadjuvante do Setor C ao ser explorada. Além disso, é uma boa pedida para os montanhistas de primeira viagem.

A entrada fica ao lado da escadaria para a rampa de voo livre e possui um painel com o mapa, informando que a caminhada é de 320 metros de extensão.

Porém, uma outra placa marca 240 metros na chegada ao cume da Agulhinha da Gávea. Controvérsias à parte, o visitante precisa atravessar a floresta durante cerca de 20 minutos para alcançar o topo.

É preciso superar no trecho final uma pequena escalaminhada na rocha, que pode intimidar os inexperientes, servindo como um aperitivo físico e psicológico para quem planeja encarar outras ascensões em fendas.

Afinal, o nível de dificuldade desta subida é muito menor em comparação ao Pico do Perdido, localizado no bairro do Grajaú, ao Alto Mourão, ponto culminante de Niterói (RJ), e – é claro – à carrasqueira da Pedra da Gávea.

Se o clima colaborar, os visitantes podem observar do mirante os praticantes de voo livre colorindo o colo das pedras Bonita e da Gávea.

A vista compreende ainda o Cristo Redentor, a Rocinha, os Dois Irmãos, diversos picos do PNT, as praias de Ipanema e Leblon, o Arpoador e o Alto Mourão. Orientações no painel informativo:

► Oferendas religiosas poluem o Parque, provocam incêndios e prejudicam a fauna;

► Ao usar ou fazer atalhos, você está causando erosão;

► Proteja e preserve a sinalização, que auxilia na sua segurança.

Site recebe selo TOP 100

Obrigado a todos que votaram durante o 1º Turno do PRÊMIO TOP BLOG, entre os dias 20/05/2011 e 11/10/2011. O blog foi selecionado entre os TOP100 e recebeu o Selo TOP100 “OS MAIS VOTADOS” JÚRI POPULAR. Automaticamente, avançou para a próxima fase.

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