Da Pedra Branca ao Pau da Fome

O principal acesso ao Parque Estadual da Pedra Branca, a Unidade de Conservação Ambiental mais extensa da cidade do Rio de Janeiro, é a subsede do Pau da Fome. O local conta com uma exposição, voltada para estudantes, sobre a riqueza natural que se encontra dentro dos limites do Parque, e a importância da conservação do patrimônio ambiental e ecossistemas.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Uma das atrações da exposição é uma maquete do corte geográfico de uma paisagem típica do Parque, desde a Praia do Grumari até o Maciço da Pedra Branca. Atualmente, a Mata Atlântica possui em torno de 5% de sua área original preservada, e apenas uma pequena parte deste percentual representa a floresta intocada pelo homem (floresta primária).

Ao todo, são oito bacias principais e 63 microbacias no maciço da Pedra Branca, onde nascem águas intimamente ligadas à vegetação existente no Parque. A floresta ajuda na retenção da chuva, liberando a água bem devagar e de forma contínua para a manutenção dos rios da região.

Para descobrir os segredos da floresta, a mostra possui um espaço chamado “Biodiversão“, onde o visitante aciona um botão e escuta sons emitidos por animais como araponga, coruja-buraqueira, pica-pau-de-cabeça-amarela, sabiá-laranjeira, maitaca e sapo-martelo.


View Larger Map

Os números de 2011

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um resumo:

A sala de concertos da Ópera de Sydney tem uma capacidade de 2.700 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 20.000 vezes em 2011. Se fosse a sala de concertos, eram precisos 7 concertos esgotados para sentar essas pessoas todas.

Clique aqui para ver o relatório completo

Pearl Harbor: gotas de petróleo vazam no mar e simbolizam o ‘choro dos mortos’

A importância militar do petróleo ficou consagrada na I Guerra Mundial (1914-1919). As vantagens da então nova fonte de energia em relação ao carvão se refletiam na velocidade do transporte, e na economia de mão-de-obra e espaço.

Na II Guerra (1939-1945), o ataque a Pearl Harbor estava relacionado ao interesse pelo petróleo. Um dos maiores símbolos desta batalha na madrugada do dia 7 de dezembro de 1941 é o navio USS Arizona, que afundou em menos de nove minutos após ter sido atingido por uma bomba, de 250 kg.

Ao todo, o ataque a Pearl Harbor durou duas horas, danificando ou destruindo 11 navios e 188 aviões, além de causar a morte de 2.403 militares norte-americanos (1.177 deles no USS Arizona) e 68 civis.

Logo em seguida, o presidente Franklin Roosevelt declarou guerra ao Japão: era a entrada oficial dos EUA na II Guerra.

Desde então, gotas pretas do combustível vazam de tanques rachados dos navios afundados.

Elas alcançam a superfície por cima dos destroços, em intervalos de cerca de meio minuto.

Neste local, foi construído o USS Arizona Memorial com uma passarela de piso transparente, o que permite aos visitantes a visualização de diversos pontos da embarcação.

Os mais impressionados dizem que o óleo que continua brotando e manchando as águas representariam o luto, simbolizando metaforicamente as lágrimas dos homens da marinha que morreram presos dentro do USS Arizona – restos de cerca de 900 tripulantes não foram localizados.

Segundo dados do memorial, o “óleo é vazado em uma taxa de 3,5 litros por dia, sem causar grandes problemas ambientais”.

Ainda assim, atualmente há uma equipe preparada para lidar com um possível grande vazamento no local, onde os destroços seriam cercados por barreiras para conter o petróleo.

O tour ao Centro de Visitantes também inclui um documentário de cerca de 20 minutos sobre o ataque. No museu, fotos, pertences e uma enorme lista com nomes de todos os mortos dão um ar solene ao ambiente.

Com sorte, o turista tem a oportunidade de ouvir histórias diretamente da boca de sobreviventes.

Outras atrações são o submarino Bowfin, o navio de guerra Missouri, o torpedo humano Kaiten, a câmara de resgate submarino (SRC) e o míssel balístico lançado de submarinos Polaris A-1.

Difícil imaginar que, nos séculos XVIII e XIX, esta base militar da marinha norte-americana no Havaí era chamada de Porto das Pérolas pela importância na produção de ostras e pérolas.

O local também foi fundamental para a cultura baleeira e a exportação de açúcar e abacaxi.


View Larger Map

Calçada da Fauna da Mata Atlântica em Itatiaia dissemina consciência ambiental

O mundo animal se faz presente na Calçada da Fama de Hollywood pelos personagens Rin Tin Tin, Lassie, Pernalonga, Pato Donald, Pica-Pau, Caco (sapo dos Muppets) e Mickey Mouse, entre outros. Na vida real, espécies da Mata Atlântica são homenageadas no Parque Nacional do Itatiaia (PNI).

Marcas de caminhadas de diversos bichos discretos por natureza, que instigam a curiosidade e alimentam a fantasia do homem desde os primórdios, estão registradas na Calçada da Fauna. Pegadas de paca, biguá e capivara são alguns exemplos. A iniciativa do PNI faz parte de um trabalho de conscientização capaz de alimentar a esperança de que as espécies – e a mata – possam ter sua preservação assegurada.

Caça, poluição, destruição do ambiente e excessiva utilização dos recursos naturais são fatores que levam à extinção de animais e plantas mais sensíveis ou visados. Entre os ameaçados de extinção na região estão a capivara, que ocorria em grandes manadas no Rio Paraíba e afluentes; o lobo-guará, maior canídeo da América do Sul; e o gavião-real, maior ave caçadora da Mata Atlântica.

O cabeça-seca, grande ave típica de ambientes ribeirinhos e pantanosos, e a anta, habitante de matas primárias de grande extensão, são exemplos de animais já extintos na região.

Um acervo de espécies taxidermizadas no Centro de Visitantes alerta a população para a importância de cuidar dos animais e ajuda a disseminar o conhecimento sobre o ambiente.

A exposição conta com animais que foram mortos naturalmente – e não pela ação antrópica. Ou seja, não houve uma caça predatória para o procedimento. Todos os empalhados ficam em posições e atitudes semelhantes às adotadas quando eram vivos em seus habitats. Outra atração é a reprodução dos cantos de dezenas de pássaros da Mata Atlântica.

Ofuscada pelas pedras da Gávea e Bonita, Agulhinha é trilha ideal para os iniciantes

A região que abrange os quatro setores do Parque Nacional da Tijuca (PNT) corresponde a aproximadamente 3,5% da área do município do Rio de Janeiro, recebendo grande número de visitantes em suas trilhas e encostas rochosas. O Setor C é batizado de ‘Pedra Bonita/Pedra da Gávea’.

Uma das sugestões de passeio no local é a Pedra Aguda, popularmente chamada de Agulhinha da Gávea devido ao formato pontiagudo que rasga a floresta a uma altitude de 610 metros.

Ela é vizinha de famosos pontos turísticos, como a Pedra da Gávea, a Pedra Bonita, a Rampa de Voo Livre Mauricio Klabin e as ruínas da Fazenda Sorimã.

A Agulhinha deixa de lado o simples papel de coadjuvante do Setor C ao ser explorada. Além disso, é uma boa pedida para os montanhistas de primeira viagem.

A entrada fica ao lado da escadaria para a rampa de voo livre e possui um painel com o mapa, informando que a caminhada é de 320 metros de extensão.

Porém, uma outra placa marca 240 metros na chegada ao cume da Agulhinha da Gávea. Controvérsias à parte, o visitante precisa atravessar a floresta durante cerca de 20 minutos para alcançar o topo.

É preciso superar no trecho final uma pequena escalaminhada na rocha, que pode intimidar os inexperientes, servindo como um aperitivo físico e psicológico para quem planeja encarar outras ascensões em fendas.

Afinal, o nível de dificuldade desta subida é muito menor em comparação ao Pico do Perdido, localizado no bairro do Grajaú, ao Alto Mourão, ponto culminante de Niterói (RJ), e – é claro – à carrasqueira da Pedra da Gávea.

Se o clima colaborar, os visitantes podem observar do mirante os praticantes de voo livre colorindo o colo das pedras Bonita e da Gávea.

A vista compreende ainda o Cristo Redentor, a Rocinha, os Dois Irmãos, diversos picos do PNT, as praias de Ipanema e Leblon, o Arpoador e o Alto Mourão. Orientações no painel informativo:

► Oferendas religiosas poluem o Parque, provocam incêndios e prejudicam a fauna;

► Ao usar ou fazer atalhos, você está causando erosão;

► Proteja e preserve a sinalização, que auxilia na sua segurança.

Site recebe selo TOP 100

Obrigado a todos que votaram durante o 1º Turno do PRÊMIO TOP BLOG, entre os dias 20/05/2011 e 11/10/2011. O blog foi selecionado entre os TOP100 e recebeu o Selo TOP100 “OS MAIS VOTADOS” JÚRI POPULAR. Automaticamente, avançou para a próxima fase.

Top Blog Prêmio é um sistema interativo de incentivo cultural destinado a reconhecer e premiar – mediante a votação popular e acadêmica (Júri acadêmico)  – os Blogs Brasileiros mais populares, que possuam a maior parte de seu conteúdo focado para o público brasileiro, com melhor apresentação técnica específica a cada grupo (Pessoal, Profissional e Corporativo) e categorias.

Ao votar, o internauta incentiva o blog a estar sempre atualizado, com dicas de destinos ao ar livre e informações sobre turismo de aventura consciente.

Bom passeio a todos!

Tatuagem de henna: tradição marroquina

Desvendar os mistérios do Marrocos significa se deparar com contrastes naturais, desde o deserto até os mares, e rica cultura árabe. Para o turista, é praticamente inevitável ser abordado por uma mulher oferecendo uma tradicional tatuagem de henna.

Por mais que ouça um “Shukran ma berriteshi” (Obrigado, mas não quero), a negociadora marroquina costuma ser insistente até receber um “Dir letaman meziane” (Faz um preço bom). Por lá, parte da população acredita que o desenho feito no corpo com a henna tem o poder de deter maus espíritos e o mau-olhado, além de oferecer proteção contra doença e trazer alegria, principalmente para as noivas. A arte é preparada sem a utilização de agulhas e, algumas vezes, finalizada em menos de um minuto. A tatuadora, é claro, cobra alguns Dihams pelo desenho, que permanece na pele por 10 dias, aproximadamente.

Véu de Noiva, com 40 metros de queda d’água, é menina dos olhos em Itatiaia

Quedas de água, cachoeiras, cascatas ou cataratas são cursos de água que deslizam sobre as formações rochosas numa súbita quebra na vertical. No Brasil e em Portugal, várias delas são batizadas como Véu de Noiva, contornando obstáculos e pedras no caminho com a força da suavidade.

Famosos fenômenos da natureza com este nome estão na Chapada dos Guimarães-MT (cachoeira de 86 metros de altura), em Urubici-SC (25m), na Serra do Cipó-MG (55m) e em Itatiaia-RJ (40m). Esta última fica no Parque Nacional do Itatiaia, o mais antigo do país (1937), e suas águas são do Rio Maromba, que mais adiante ainda forma a Piscina Natural do Maromba.

Depois de entrar pela portaria do Parque no km 5 da estrada, o visitante passa pelo Mirante do Último Adeus (km 7 – 750m), pela Pedra da Fundação (km 8,5 – 810m) e pelo Centro de Visitantes (km 9,2 – 830m).

Ao alcançar o km 12 (1.100m), basta observar os degraus no início da trilha para a cachoeira. A partir daí, começa uma curta e sinalizada caminhada, de apenas 400 metros.

É preciso ter atenção pelo fato de ela ser escorregadia. Em pontes e escadas, inclusive, todo o cuidado é pouco. A 260 metros do fim da trilha, há uma bifurcação para a Cachoeira do Itaporani, que está a 520 metros daquele trecho.

Uma das atrações é a inusitada passagem entre duas grandes rochas, lembrando uma pequena caverna.


View Larger Map

Pedra do Telégrafo: ponto de observação de soldados para Marambaia na II Guerra

Com 42 km de praias, a Restinga da Marambaia faz parte de Itaguaí, Rio de Janeiro e Mangaratiba. Administrada pelo Exército, foi palco de cidades cenográficas em Da Cor do Pecado, a novela brasileira mais vendida para o exterior, e Kubanacan, representando o Caribe.

Outra curiosidade é o fato de ter sido ponto de desembarque de escravos traficados durante o Século XIX.

De acesso restrito, a Restinga da Marambaia também é utilizada atualmente para exercícios militares e experimentos de armamentos.

O melhor visual para o local fica a 354 metros de altitude, no topo do Morro de Barra de Guaratiba, cujo pico teria sido ponto de observação de submarinos em meio à Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

O objetivo seria a prevenção de possíveis ataques dos U-boats alemães às embarcações brasileiras. Como as informações eram transmitidas via rádio por meio de um gerador, o mirante ficou conhecido como Pedra do Telégrafo.

Em tupi-guarani, Marambaia e Guaratiba significam, respectivamente, “paliçada de guerra” e “muitos guarás”.

Este marco natural do Parque Estadual da Pedra Branca (PEPB) é alcançado em cerca de 1h30 de caminhada.

Um dos acessos tem início no Caminho dos Pescadores, na Barra de Guaratiba, onde uma breve escadaria termina na Igreja de Nossa Senhora das Dores. Em seguida, a subida não é sinalizada e possui várias bifurcações.

Além da língua de areia da restinga, o panorama de 360 graus da Pedra do Telégrafo contempla a Ilha Grande, a Pedra da Tartaruga e a Pedra da Gávea.

Outro atrativo é conferir as cinco praias cariocas praticamente desertas, entre Grumari e Barra de Guaratiba, acessíveis apenas por trilha ou pelo mar: Búzios, Perigoso, Meio, Funda e Inferno.

Na volta do passeio, a pedida é ir a um dos diversos restaurantes de frutos do mar da região.


View Larger Map

Pico mais alto de Niterói: Alto Mourão, Pedra do Elefante ou Falso Pão de Açúcar

Navegantes do Século XVI confundiam o pico culminante de Niterói-RJ (412m) com o Pão de Açúcar. O Alto Mourão (Pão de Martim Mourão em carta náutica de 1586) aparece em mapas como Falso Pão de Açúcar. O formato lembra o das caixas que levavam o açúcar para Portugal, os pães de açúcar.

Por volta de 1800, a “Carta Topográfica da Capitania do Rio de Janeiro”, de Manuel Vieira Leão, apresentou o morro como Alto Mourão.

Popularmente, a mesma elevação de mais de 600 milhões de anos é chamada de Pedra do Elefante, já que, a partir da observação da Praia de Itaipuaçu, os contornos da rocha lembram os do animal.

Entre as praias de Itaipuaçu e Itacoatiara, o local faz parte do Parque Estadual da Serra da Tiririca (PESET), que foi criado em 1991 e tem área potencial de aproximadamente 2.400 hectares (24 km²).

O nome deve-se aos burros que antigamente atravessavam a Serra de Inoã ou Maricá, em meio às plantas da família das Cyperaceaes, chamadas de Tiriricas.

Atualmente, o PESET protege essa região de Mata Atlântica, costões rochosos, restinga, mangue e banhados, o que a torna um refúgio para a fauna e uma área de interesses científico e de educação ambiental.

Do cume da Pedra do Elefante, a visão é de 360º e abrange a Baía de Guanabara, o Pão de Açúcar, o Corcovado, a Pedra da Gávea e a Região Oceânica de Niterói (Oeste); as serras da Tiririca e dos Órgãos (Norte); e a enorme faixa litorânea (Leste) de Itaipuaçu, cujo termo tupi significa “grande barulho da água da pedra”: este distrito do município de Maricá possui uma praia de águas agitadas.

Além da Praia de Itaipuaçu, com quase 40 km de extensão, a vista Leste compreende as lagoas de Maricá, da Barra e de Guarapina; o arquipélago das Ilhas Maricás, que são as únicas até Cabo Frio; e elevações como as pedras de Itaiocaia e de Inoã. A entrada para a trilha, de cerca 2 km de extensão, até o topo do Alto Mourão começa ao lado do Mirante da Serrinha de Itaipuaçu.

Após percorrer cerca de 1h30m, a trilha leve superior transforma-se em difícil devido à escalaminhada pelo “Colo do Alto Mourão” no trecho final. Pouco antes, um mirante natural proporciona uma vista para o Costão de Itacoatiara.

Atenção: é preciso obedecer a interdição do caminho para o Alto Mourão via Itacoatiara, pois a degradação e o risco de acidentes são muito altos.

Essa trilha foi feita ignorando as características originais da região, em uma área de calha de drenagem natural das montanhas.

A passagem de pessoas danifica sua frágil vegetação, pois muitos seguram nas plantas, derrubando-as e/ou matando-as. Assim, impede a fixação do solo, que fica livre para ser levado pelas chuvas e vento, expondo trechos de rocha.

O resultado final deste processo seria a completa destruição da vegetação existente, causando um grave processo erosivo, que é irreversível naturalmente.

Com o fechamento da trilha, a realização do manejo adequado para a recuperação da área é a única forma de garantir às gerações futuras o direito de admirar estas montanhas.

O desrespeito às normas do Parque Estadual da Serra da Tiririca implica em sanções penais: visite apenas os atrativos indicados.

Nesta área protegida por Lei, é proibido caçar, desmatar, acender fogo, jogar lixo, construir, cercar, aterrar, prática religiosa, extrair ou introduzir animais, vegetais e minerais. Outras dicas para uma caminhada consciente:

► Caminhar somente nas trilhas
► Respeitar todas as formas de vida
► Ouvir os sons da natureza
► Colaborar com a limpeza do parque
► Não entrar com animais domésticos, pois eles trazem vetores aos animais nativos
► Cadastrar-se ao entrar no parque
► Obedecer o horário de funcionamento
► Usar roupa adequada
► Escalar com responsabilidade
► Deixar apenas pegadas
► Levar apenas recordações
► Proteger esse patrimônio natural, que é de todos


View Larger Map
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.